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Justiça

Caso Master: Possíveis movimentações da defesa de Vorcaro

Um novo personagem tenta entrar na equipe para negociar outra delação premiada

Caso Master: Possíveis movimentações da defesa de Vorcaro

Uma nova figura tenta entrar na defesa do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A pressão da família Vorcaro sobre a equipe de profissionais que cuidam do caso aumenta após quase dois meses da rejeição da segunda proposta de delação premiada do banqueiro. O caso é investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero.

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Reportagem de O Globo identificou que o ex-juiz federal Erik Navarro Wolkart negocia com a família do empresário a possibilidade de participar da equipe de defesa. Ele também teria visitado recentemente o executivo no Complexo da Papuda, onde Vorcaro está preso.

Interlocutores da família estariam tentando levar à Procuradoria Geral da República (PGR) e à PF a intenção de contratar o antigo magistrado do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

Ele deixou a Corte em 2023 após virar alvo de um inquérito da Corregedoria Nacional de Justiça por suspeita de atuar como coach de advogados, prática vedada pelo Conselho Nacional da Magistratura. Na época, ele teve suas redes derrubadas após publicar conteúdos que prometiam fórmulas para acelerar a tramitação doe processos, por exemplo. Desde então, ele recriou os perfis para divulgar conteúdos de advocacia.

O objetivo com esse novo integrante da defesa seria buscar uma nova proposta de colaboração premiada. No entanto, os investigadores alegaram que a mudança não faria diferença se o banqueiro não se dispuser a entregar tudo o que sabe.

Equipe de defesa de Vorcaro não gostou

Uma possível entrada de Wolkart não agradou o restante dos profissionais que atuam na defesa do caso. A visita do ex-juiz à Papudinha, para oferecer sua proposta para Daniel Vorcaro, teria causado desconforto entre a equipe chefiada por Sérgio Leonardo.

Além disso, o grupo de defensores teria visitado o executivo na cadeia para descobrir o que lhe foi ofertado. Contudo, Vorcaro alegou que não haveriam mudanças na equipe.

Vale lembrar que a equipe de defesa tem atuado sem remuneração desde o início do ano. O trabalho é realizado com o prospecto de receber os honorários com o eventual encaminhamento do processo.

As delações premiadas de Vorcaro

Enviada em junho, a PGR rejeitou a segunda proposta de delação premiada alegando falta de novos elementos além dos já investigados pela corporação. Foi esse motivo que levou a PF a também recusar a delação.

Outro fator principal para a negativa da colaboração premiada é a devolução dos valores fraudados, pois a proposta demonstrou que o banqueiro não está comprometido em solucionar os crimes que cometeu.

Com o segundo envio descartado, a PF solicitou a transferência do investigado da Superintendência da corporação para o Complexo da Papuda.

De acordo com O Brasilianista, a primeira rejeição do documento ocorreu pelo mesmo motivo da atual, a falta de informações novas ao caso. A PF apontou que o banqueiro omitiu dados em sua proposta, dado o seu conhecimento sobre o esquema bilionário averiguado.

Além disso, segundo apurou O Brasilianista, o ex-dono do Banco Master acredita não ter cometido crime algum. Conforme aliados confirmaram, para Vorcaro, sua situação de encarceramento é devida a poder de rivais no mundo dos negócios. Além disso, o banqueiro acredita que suas contribuições a agentes políticos não podem ser traduzidos como propinas, mas como práticas comuns de empresários que querem se aproximar do poder.

Para além do Dark Horse

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, produção biográfica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A medida permitirá que a PF avalie o destino dos recursos de Daniel Vorcaro enviados ao financiamento do filme. Vorcaro, que responde por uma fraude bancária bilionária, além de ser investigado por atuar como miliciano em organizações criminosas e corrupçãofoi o principal financiador do filmeO Brasilianista também mostrou como ele queria controlar a repercussão midiática do longa metragem.

Em negociações com o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário investiu cerca de R$ 134 milhões para a produção do longa.

Conforme noticiado por O Brasilianista, duas notas fiscais comprovam a movimentação de R$ 1 milhão entre o escritório de advocacia do pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro.

A empresa ligada à Flávio emitiu duas notas de meio milhão de reais no dia 7 de abril de 2025 e as cancelou no mesmo dia. As notas ficais criam mais um vínculo entre Flávio e Vorcaro para além do financiamento do filme sobre o pai do pré-candidato.

O escritório tem o candidato ao Planalto como único sócio e as notas eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A, que movimentou cerca de R$ 58 milhões do Banco Master.

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