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Geopolítica

China ataca aliados americanos enquanto EUA está “distraído” com a guerra

O país mais atingido são as Filipinas

China ataca aliados americanos enquanto EUA está “distraído” com a guerra

A China começou a sondar e atacar os aliados americanos logo após o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que aconteceu em outubro de 2025. Atividades militares, como treinamentos de tiro, exercícios das Forças Armadas e até mesmo brigas com civis estão se intensificando desde março deste ano.

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Reportagem do The Economist mostrou que o país mais atingido são as Filipinas. Ainda assim, existe uma forte pressão sobre a Austrália e o Japão, mas cuidadosamente calibrada.

No dia 20 de julho, por exemplo, guardas costeiros chineses haviam sido filmados usando remos para agredir marinheiros filipinos a bordo de um navio da Marinha no Atol Second Thomas, reivindicado por ambos os países no Mar da China Meridional. Anteriormente, a China testou um míssil balístico no Pacífico Sul no mesmo dia em que a Austrália assinou um pacto de defesa mútua com Fiji.

Já no final de junho foi realizado um exercício conjunto de bombardeiros chineses e russos com capacidade nuclear ao redor do Japão, o segundo voo desse tipo desde que a primeira-ministra japonesa Takaichi Sanae, irritou a China ao sugerir que o Japão poderia ter um papel a desempenhar em um conflito sobre Taiwan.

A percepção é de que Xi Jingping está observando uma menor influência dos Estados Unidos na Ásia com a atenção desviada pela guerra no Irã.

No entanto, as forças americanas ainda estão presentes, de certa forma. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em relação ao incidente com as Filipinas que um navio da guarda costeira americana estava perto o suficiente para resgatar os dois filipinos feridos e levá-los para um local seguro. Apesar de uma real mudança de foco com a guerra no Oriente Médio, o Comando do Pacífico dos EUA enviou navios, aeronaves, tropas e mísseis de bases americanas para a região dos aliados asiáticos.

Ponto de virada da influência de Xi Jinping

Outro encontro entre Xi Jinping e Donald Trump aconteceu em maio deste ano. Na ocasião, a reunião não foi tratada pelo governo chinês apenas como um encontro diplomático entre duas potências. A visita do presidente americano acabou sendo usada por Pequim como uma demonstração pública de força política, econômica e estratégica da China diante do mundo.

Dias depois de receber Trump, Xi repetiu praticamente a mesma cerimônia para Vladimir Putin. A sequência das visitas ajudou a consolidar a imagem do líder chinês como dirigente capaz de dialogar simultaneamente com rivais globais sem se subordinar a nenhum deles.

O interesse central do líder chinês com o presidente norte-americano é em relação a Taiwan. Xi quer que os americanos reduzam o apoio dado à ilha, por meio de uma declaração de Washington dizendo que se opõe à independência taiwanesa ou até por meio da diminuição ou adiamento das vendas de armamentos.

A China considera sua força econômica como um dos principais trunfos nas negociações, especialmente por causa da posição estratégica em áreas como energia verde, terras raras e cadeias globais de exportação.

Ainda não é possível estimar uma retaliação americana aos ataques da Chia aos aliados americanos, mas os próprios companheiros diplomáticos já veem os EUA com maior receio. Agora, Trump e Xi Jinping devem tomar passos cautelosos para não instigar maiores conflitos.

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