Publicidade
Política

A disputa pela vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro

A corrida está esquentando nos bastidores e surge mais um nome na disputa: o astronauta Marcos Pontes

A disputa pela vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro

A escolha do companheiro de chapa de Flávio Bolsonaro na vice-presidência (PL) se tornou uma das principais disputas internas da campanha. O PP vetou a lista proposta, obrigando o núcleo político do senador a reabrir negociações e ampliar uma lista inicial de nomes em consideração. Isso disparou uma corrida silenciosa entre líderes partidários e aliados que disputam uma vaga na chapa presidencial.

Publicidade

Um dos nomes mais seguros é o senador Rogério Marinho (PL-RN). Marinho é um aliado do partido que há muito tempo atua como líder da oposição no Senado e está entre os principais porta-vozes políticos do bolsonarismo. Grupos que priorizam a unidade partidária no PL e conversas com o Congresso defendem seu nome na chapa.

Entre os nomes em consideração nos bastidores estão os de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal; a senadora Damares Alves; a deputada Júlia Zanatta; a vereadora Priscilla Costa; a deputada Greyce Elias; mais recentemente até Marina Helena — uma economista do Novo no debate —, mas ela só poderia ser indicada após uma negociação partidária complicada.

Mas, nas últimas horas, surgiu outra especulação entre líderes de campanha e interlocutores. Tudo isso provocou novas referências na mídia a Marcos Pontes como uma opção com capacidade de agregar força nas pesquisas no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, onde já havia obtido cerca de 11 milhões de votos na sua disputa pelo Senado. Ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Pontes é um candidato com baixa rejeição, perfil moderado e boa imagem pública — características vistas por aliados como importantes para construir uma base além do eleitorado bolsonarista.

Mesmo depois de toda essa movimentação — líderes do PL dizem, quase pedindo desculpas, que a decisão está longe —, a definição vai depender menos do mérito individual dos candidatos e mais de qual nome fortalecerá caminhos eleitorais viáveis daqui para frente — ampliando alianças, consolidando oposição a outras opções e aumentando a elegibilidade do par neste que é cada vez mais um passo essencial da sucessão presidencial.