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Política

Saiba quem é Weverton Rocha, candidato ao Senado pelo Maranhão

Senador está tecnicamente empatado com Roseana Sarney (MDB-MA)

Saiba quem é Weverton Rocha, candidato ao Senado pelo Maranhão

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) disputará as eleições para o Senado em 2026 e já registra 13% das intenções de voto.

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Ele aparece tecnicamente empatado, de acordo com a pesquisa Real Time Big Data, com a pré-candidata Roseana Sarney (MDB-MA), que também registra 13%. Roberto Rocha (Novo) aparece como o quarto pré-candidato, com 11%.

Weverton iniciou sua trajetória política ainda na adolescência. Foi dirigente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), na qual conquistou o cargo de vice-presidente da entidade.

Ele também trabalhou entre 2000 e 2006 na Prefeitura de São Luís. Weverton exerceu a função de assessor e ocupou o cargo de secretário estadual de Esporte e Juventude do Maranhão, com o apoio do então governador Jackson Lago.

Trajetória política

Em 2010, foi eleito suplente e assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2012 por um curto período. Nas eleições de 2014, foi eleito deputado federal. Durante a legislatura de 2015 a 2019, licenciou-se do cargo e reassumiu o mandato em 2016. Em 2019, foi eleito senador pelo Maranhão. Seu mandato termina em 2027.

Quando disputou o Senado, Weverton recebeu o apoio do então governador do Maranhão, Flávio Dino. Posteriormente, ao disputar o Governo do Estado, tentou novamente obter o apoio de Dino, que optou por apoiar o governador Carlos Brandão, candidato à reeleição.

Em outubro, Carlos Brandão foi reeleito com 51,29% dos votos. Weverton terminou em terceiro lugar, com 714.352 votos (20,71%).

Polêmicas de Weverton Rocha

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) denunciou Weverton quando ele ocupava o cargo de secretário de Esporte e Juventude. Ele foi investigado por contratações sem licitação no âmbito do programa Projovem Urbano. O Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, o absolveu após entender que não houve prejuízo aos cofres públicos.

Weverton também foi investigado na Operação Odoacro, que apurava irregularidades em contratos e lavagem de dinheiro envolvendo empresas e agentes públicos. A investigação atribuiu ao senador o suposto direcionamento de R$ 34 milhões em emendas parlamentares para obras executadas por empresas investigadas, como a Construservice Empreendimentos e a Pentágono Comércio e Engenharia.

Em 2017, quando ocupava o cargo de deputado federal, ele também precisou responder ao STF por possível violação da Lei de Licitações e por peculato na reforma do ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. O STF repassou o caso para análise do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que encerrou a ação penal sem julgamento de mérito.

Weverton negou envolvimento. Além disso, também passou a ser investigado pela Polícia Federal por uma possível omissão de gastos em sua campanha eleitoral de 2018.

CPMI do INSS

Mais recentemente, em 2025, seu nome voltou a aparecer nas investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Segundo a Polícia Federal, o senador teria relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como sócio oculto em empresas investigadas.

O relator da comissão, Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu o indiciamento do senador por possível atuação no núcleo político do esquema de fraudes. O relatório, no entanto, não foi aprovado.

Nesta terça-feira (4), a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão contra familiares do senador no Distrito Federal e no Maranhão. A nova fase da Operação Sem Desconto aponta indícios de movimentações financeiras e patrimoniais realizadas por pessoas físicas em contas bancárias e empresas de terceiros.

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