A pesquisa Genial/Quaest revelou que o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) disputa as eleições para o Senado com 9% das intenções de voto, ocupando a terceira colocação no levantamento divulgado em julho.
Conforme noticiou O Brasilianista, a pré-candidata Gracinha Caiado (União Brasil), esposa do pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD-GO), lidera a disputa com 20% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o senador Vanderlan Cardoso (PSD), com 10%.
Histórico
Gayer é professor, fundador de uma escola de idiomas e youtuber. Tornou-se conhecido em 2020, quando passou a compartilhar suas posições políticas nas redes sociais, alinhadas ao bolsonarismo e a pautas conservadoras.
É filho e neto de políticos. Sua mãe, já falecida, Maria da Conceição Gayer, foi delegada, vereadora e deputada estadual, além de ter se tornado a primeira mulher a presidir a Câmara Municipal de Goiânia. Seu bisavô, Plínio Gayer, foi eleito deputado federal em 1950, durante o governo de Getúlio Vargas.
Gayer também é irmão do empresário Frederico Gayer, condenado a 12 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo fútil.
O empresário foi condenado pela morte de Herbert Resende, após uma discussão em uma casa noturna de Goiânia motivada por uma troca, por engano, de fichas de consumo.
Em seu canal no YouTube, que atualmente reúne mais de 2 milhões de inscritos, publica vídeos sobre temas da política nacional, abordando, principalmente, assuntos relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Judiciário, como decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Trajetória política
Em 2020, foi escolhido pela Democracia Cristã (DC) para disputar a Prefeitura de Goiânia. Apesar de enfrentar problemas no registro da candidatura, concorreu ao cargo, obteve cerca de 45 mil votos, mas não foi eleito.
Em 2021, ele passou a se aproximar do então presidente Jair Bolsonaro e participou de eventos conservadores, como a March for Life, nos Estados Unidos, em 2022, além de outros congressos.
Ainda em 2022, foi eleito deputado federal com a segunda maior votação de Goiás.
Polêmicas
O deputado é citado em diversos processos envolvendo integrantes do Judiciário e do Congresso Nacional, especialmente parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT). Também responde a ações relacionadas à própria conduta.
Foi alvo de uma operação da Polícia Federal sob suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares e falsificação de documentos ligados a uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).
Segundo as investigações, parte dos recursos das emendas teria sido destinada a uma loja registrada em nome de seu filho, chamada “Desfazueli”. Gayer afirmou ser alvo de perseguição política.
Em 2025, o deputado fez comentários considerados misóginos contra a então ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que havia colocado uma “mulher bonita” como ministra para melhorar a articulação política com o Congresso. Em publicação na rede social X, Gayer escreveu que Lula teria oferecido Gleisi Hoffmann “como um cafetão oferecendo sua funcionária em uma negociação entre gangues”. O PT apresentou um pedido de cassação do mandato do parlamentar, além de ajuizar uma ação judicial.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou que Gayer pague indenização de R$ 20 mil a Gleisi Hoffmann e ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

