Uma nova investigação da Polícia Federal (PF) mira mais uma vez Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, o filho do presidente Lula. Outra personagem importante para esse momento é a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, também mencionada nos diálogos que serviram de base para apurações sobre suposto tráfico de influência no Ministério da Saúde e na Dataprev.
Mensagens deflagradas pelos investigadores voltam a ligar Lulinha com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e preso no âmbito da Operação Sem Desconto. Os textos supostamente apontam uma estratégia do filho do presidente para “abrir portas” no governo federal em favor de negócios ligados ao Careca do INSS.
Como mostrou O Brasilianista, a tentativa de ampliar a atuação do grupo para a área da Saúde já fazia parte das investigações da Operação Sem Desconto.
O nome da empresária ficou na mira após a revelação de que ela realizou pagamentos para o então chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, também conhecido como Marcola.
Quem é Roberta Luschinger?
Aos 41 anos, Roberta Luschinger é diretora da empresa RL Consultoria e Intermediações que realiza intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, segundo o registro de atividades profissionais.
Ela virou alvo da PF no âmbito da Operação Sem Desconto e já sofreu mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores e determinação para uso de tornozeleira eletrônica. Luschinger supostamente se apresenta como uma pessoa com acesso a estrutura de poder importantes, com capacidade de influenciar decisões políticas.
Nas redes sociais, ela tem cerca de 26 mil seguidores no Instagram, cuja biografia possui uma hashtag de apoio à Lula. Suas publicações possuem fotos de viagens e artigos de luxo, bem como posts de apoio ao presidente Lula e declarações sobre as operações realizadas contra ela.
Relação com Lula e Lulinha
Amiga de Lulinha, a empresária ganhou destaque em 2017, quando declarou que faria uma doação de R$ 500 mil em dinheiro e objetos de valor a Lula para ajudá-lo por conta de um bloqueio de bens determinado pelo então juiz Sergio Moro. No entanto, ela foi impedida de doar pela Justiça, por conta de uma dívida.
Em 2018, Luschinger se candidatou a deputada estadual por São Paulo em 2018 pelo PT. Ela acabou não sendo eleita, mas em seguida se filiou ao PSB.
Quando foi acusada de participar da fraude do INSS, ela afirmou que a amizade com o filho do presidente estaria sendo “explorada politicamente” e que as suspeitas seriam “alegações caluniosas”. Já os pagamentos a Marcola foram justificados como um empréstimo pessoal que já está quitado.
Conforme revelou reportagem do Estadão, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele “não tem relação direta ou indireta com os negócios de Roberta Luchsinger” e classificou a abertura dos novos inquéritos como uma “pesca probatória”.

