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Política

Quando serão os debates presidenciais de 2026?

Calendário das emissoras já começou a ser divulgado

Quando serão os debates presidenciais de 2026?

As emissoras de televisão começaram a definir o calendário dos primeiros debates entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.

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Até o momento, já estão confirmados confrontos organizados pela Band, em 23 de agosto, e pelo pool de 11 veículos liderado por CNN Brasil, SBT e parceiros, em 14 de setembro.

Tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, ainda avaliam a participação nos debates do primeiro turno.

As campanhas têm priorizado entrevistas individuais e sabatinas, estratégia que reduz a exposição dos candidatos a ataques simultâneos de adversários durante os confrontos televisionados.

Calendário das emissoras começa a ser definido

A abertura da temporada de debates ficará sob responsabilidade da Band, que manterá a tradição de promover os primeiros confrontos entre os candidatos ao Palácio do Planalto.

Conforme divulgado pela própria emissora, o primeiro debate presidencial ocorrerá em 23 de agosto, com transmissão conjunta entre Band, TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan, além da exibição mundial pelo YouTube.

Antes mesmo da disputa presidencial, o cronograma prevê debates entre candidatos aos governos estaduais. Segundo a Band, os primeiros encontros ocorrerão em 9 de agosto, simultaneamente em 15 estados e no Distrito Federal.

A emissora informou ainda que também realizará os primeiros debates de um eventual segundo turno, tanto para os governos estaduais quanto para a Presidência da República.

Outro grande encontro nacional já confirmado acontecerá em 14 de setembro. De acordo com a CNN Brasil, a emissora integrará o projeto “A Hora da Decisão”, considerado o maior pool de debates eleitorais já formado no país.

A iniciativa reúne 11 veículos de comunicação e prevê transmissões simultâneas pela televisão aberta, TV por assinatura, rádio, portais de notícias, streaming e plataformas digitais, ampliando o alcance dos confrontos entre os candidatos.

Nos bastidores, interlocutores de Lula trabalham com a possibilidade de o presidente participar apenas do último debate do primeiro turno, tradicionalmente promovido pela TV Globo.

Publicamente, o petista afirmou que pretende comparecer apenas a encontros que priorizem a discussão de propostas entre os candidatos.

Na campanha de Flávio Bolsonaro, a avaliação segue uma lógica semelhante. Integrantes do núcleo político entendem que, caso Lula não participe dos debates, o candidato do PL poderá concentrar os ataques dos demais adversários, motivo pelo qual a equipe também tem dado preferência às entrevistas exclusivas nesta fase da pré-campanha.

Quem é obrigado a participar dos debates?

A legislação eleitoral estabelece critérios objetivos para definir quais candidatos devem ser convidados pelos veículos de comunicação.

Emissoras de rádio e televisão podem promover debates durante a campanha e também na pré-campanha, desde que observem as regras previstas na legislação.

Antes de 16 de agosto, por exemplo, os participantes podem apresentar propostas e discutir projetos, mas continuam proibidos de fazer pedido explícito de voto.

Entre os presidenciáveis, a obrigatoriedade do convite alcança candidatos de partidos ou federações que elegeram pelo menos cinco parlamentares para o Congresso Nacional em 2022.

Esse critério também explica por que diversas disputas estaduais terão apenas dois ou três participantes, já que legendas menores não possuem representação suficiente para garantir presença automática nos confrontos promovidos por emissoras.

Candidatos lançados por partidos sem a bancada mínima, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), dependem de convite das emissoras para participar dos debates, assim como ocorreu em eleições anteriores com postulantes de legendas menores que ganharam espaço em razão do desempenho nas pesquisas eleitorais.

Cobertura eleitoral será ampliada durante a campanha

Além dos debates, as principais empresas de comunicação anunciaram uma programação especial para acompanhar toda a campanha presidencial.

Segundo a TV Globo, a cobertura incluirá entrevistas, séries especiais, acompanhamento diário das agendas dos candidatos, divulgação de pesquisas e transmissão da apuração dos votos.

A emissora também informou que o debate entre os candidatos à Presidência será exibido em 1º de outubro, logo após o Jornal Nacional, com transmissão simultânea pela GloboNews e pelo g1.

Antes disso, a partir de 24 de agosto, os presidenciáveis participarão de entrevistas conduzidas por César Tralli e Renata Vasconcellos, exibidas após o principal telejornal da emissora.

Antes mesmo da abertura da temporada de debates, os principais presidenciáveis também participam de uma rodada de sabatinas promovidas pelo g1 e pela GloboNews.

O calendário prevê entrevistas com Lula em 4 de agosto, Renan Santos no dia 5, Romeu Zema em 6 de agosto, Ronaldo Caiado em 7 de agosto e Flávio Bolsonaro em 10 de agosto, definidos a partir da última pesquisa Datafolha.

Além da disputa nacional, a Globo anunciou uma programação voltada às eleições estaduais, com debates regionais, entrevistas nos telejornais locais e reportagens especiais sobre temas considerados prioritários pelos eleitores, ampliando a cobertura eleitoral em diferentes plataformas.

Imagem gerada por IA, feita pelo O Brasilianista

O que muda após o início da campanha eleitoral

Com a abertura oficial da propaganda em 16 de agosto, candidatos passam a poder pedir votos de forma explícita e utilizar todos os instrumentos autorizados pela legislação eleitoral.

Conforme informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também entram em vigor as regras para propaganda na internet, rádio, televisão e demais meios de divulgação previstos na legislação.

O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV será exibido nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno, com divisão do tempo entre os cargos em disputa.

Além disso, as emissoras deverão reservar 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos distribuídas ao longo da programação.

As regras de 2026 também ampliaram o controle sobre conteúdos produzidos com inteligência artificial.

A resolução do TSE passou a exigir identificação de materiais gerados por IA, proibiu o uso de deepfakes e reforçou medidas para combater a desinformação durante a campanha.

Também permanecem válidas obrigações relacionadas à identificação de mensagens enviadas aos eleitores, mecanismos de descadastramento em campanhas digitais e comunicação prévia de atos como carreatas financiadas por candidatos, partidos ou federações.

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