Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes (PL-PB), pré-candidato ao Senado, tem 13% das intenções de voto, segundo a pesquisa Real Time Big Data.
À frente dele, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) aparece em segundo lugar, com 25% das intenções de voto, enquanto o pré-candidato João Azevêdo (PSB-PB) lidera a disputa, com 32%.
O ex-ministro da Saúde é médico cardiologista e ganhou projeção após presidir a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Depois, em março de 2021, assumiu a pasta da Saúde no governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
Sua atuação profissional esteve principalmente relacionada à especialização em Cardiologia. Estudou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e fez residência médica no Hospital Adventista Silvestre. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia entre 2020 e 2021 e também ocupou uma cadeira, como titular, no Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba.
Trajetória política
Ele assumiu o cargo de ministro em março de 2021 e deixou a função em dezembro de 2022, durante a pandemia da covid-19. No período, sofreu pressões, já que, apesar de defender publicamente a vacinação, sua gestão esteve condicionada às diretrizes do governo Bolsonaro.
Apesar da atuação durante a pandemia, Queiroga chegou a ser criticado por deputados e senadores da oposição, como o senador Humberto Costa (PT-PE), que questionou a postura do ministro por não se posicionar de forma contrária às deliberações da Conitec sobre medicamentos sem eficácia comprovada e pela lentidão na disponibilização dos imunizantes.
Queiroga deixou a pasta durante a transição de governo em dezembro de 2022 para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em 2024, Queiroga disputou, pelo Partido Liberal, a Prefeitura de João Pessoa. Obteve cerca de 90 mil votos e ficou em segundo lugar. O vencedor foi Cícero Lucena (PP), atual pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo MDB.
Pandemia do coronavírus
Bolsonaro adotou posições contrárias ao uso de máscaras e ao distanciamento social, além de defender o uso de medicamentos sem eficácia cientificamente comprovada para combater o vírus, como a cloroquina. Embora o ex-presidente adotasse outra diretriz, o ministro atuou para ampliar o número de doses de vacinas, expandir a cobertura nacional e evitar declarações antivacina.
O ministro participou de sessões e audiências da Comissão Temporária da Covid-19 para defender a aplicação da dose de reforço e sustentou que caberia ao Sistema Único de Saúde (SUS), e não à iniciativa privada, conduzir a imunização da população. Na CPI da Pandemia, Queiroga afirmou que não foi omisso à frente do ministério.
Em um dos encontros, apresentou relatórios mostrando que, ainda em 2021, houve redução das estatísticas de óbitos causados pela doença e pelas variantes. Na ocasião, de acordo com o Painel Coronavírus, do governo federal, o Ministério da Saúde registrava mais de 700 mil óbitos confirmados por covid-19 desde o início da pandemia.
Além disso, atuou na ampliação de leitos de UTI. Embora o sistema público de saúde já enfrentasse dificuldades na operação hospitalar, foram abertos mais de 26 mil leitos emergenciais para evitar o colapso do sistema.

