A definição da chapa da deputada federal Carol de Toni (PL) para a disputa ao Senado por Santa Catarina ganhou um novo capítulo após a necessidade de substituir o nome inicialmente escolhido para a primeira suplência.
O empresário Juliano Custódio, anunciado anteriormente para a função, desistiu da indicação diante da possibilidade de enfrentar questionamentos sobre eventual inelegibilidade em razão das regras aplicáveis ao mercado financeiro.
Com a mudança, lideranças do partido passaram a buscar um novo nome para compor a chapa. Nos bastidores, repercute de forma positiva a possibilidade de o empresário Renato Feres assumir a primeira suplência.
Integrantes do setor produtivo avaliam que ele possui amplo trânsito no empresariado catarinense e bom relacionamento com diferentes segmentos econômicos do estado.
O que faz o primeiro suplente do senador?
Embora muitas vezes receba pouca atenção durante as campanhas eleitorais, o cargo de primeiro suplente tem papel relevante no funcionamento do Senado Federal.
O suplente assume automaticamente o mandato caso o senador eleito deixe o cargo de forma definitiva, por renúncia, cassação, falecimento ou posse em outro cargo incompatível. Também pode exercer o mandato temporariamente em casos de licença do titular.
Isso significa que o primeiro suplente pode representar o estado no Senado sem passar por uma nova eleição. Por esse motivo, a escolha costuma levar em consideração fatores políticos, técnicos e estratégicos, além da capacidade do indicado de contribuir para ampliar alianças e fortalecer a chapa durante a campanha eleitoral.
Nos bastidores da política catarinense, a eventual indicação de Renato Feres é vista como uma alternativa capaz de reforçar a interlocução da candidatura de Carol de Toni junto ao setor empresarial.
Até o momento, no entanto, o nome ainda não foi oficialmente confirmado pela campanha, e a definição deverá ocorrer antes do encerramento do prazo para registro das candidaturas.
Quem é Renato Feres
Empresário com atuação no setor industrial, Renato de Barros Feres fundou a Copper Indústria, instalada em Joinville desde 2008 e hoje reconhecida entre as principais fornecedoras de matéria-prima para a fabricação de fios e cabos elétricos no Brasil.
A empresa nasceu a partir da experiência da família Feres, que atua há décadas no segmento de fios e cabos, consolidando a trajetória do empresário na indústria de transformação.
Além da atuação empresarial, Feres também participa do associativismo industrial catarinense. Ele integra a estrutura da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), onde ocupa cargo em conselhos da entidade, ampliando sua interlocução com lideranças do setor produtivo e com a indústria catarinense.
Atuação de Carol de Toni é marcada por pautas conservadoras
Ao longo da trajetória na Câmara dos Deputados, Carol de Toni consolidou seu nome como uma das principais representantes da ala conservadora do Congresso.
Entre as pautas defendidas pela parlamentar estão projetos voltados à revisão da legislação eleitoral, críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e propostas alinhadas à agenda de costumes defendida pelo PL.
Uma das iniciativas que gerou maior repercussão foi a apresentação de um projeto de lei que propõe o fim da obrigatoriedade da cota mínima de candidaturas femininas nas eleições proporcionais.
Além disso, Carol de Toni também criticou a decisão do STF que equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo.
Na época, a deputada afirmou que a Corte teria extrapolado suas competências ao legislar sobre o tema, sustentando que mudanças dessa natureza deveriam partir do Congresso Nacional.

