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Geopolítica

YouTube, Substack e outras plataformas endurecem regras contra conteúdo gerado por IA

Empresas que disputaram criadores de conteúdo agora ampliam restrições para publicações produzidas por inteligência artificial

YouTube, Substack e outras plataformas endurecem regras contra conteúdo gerado por IA

As principais plataformas de mídia social começaram a endurecer suas políticas para conteúdos produzidos por inteligência artificial.

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Empresas como YouTube, Substack e outras redes voltadas à economia dos criadores passaram a revisar regras de monetização e publicação diante do aumento de materiais gerados por IA, movimento que busca conter a proliferação de conteúdos considerados repetitivos, automatizados ou de baixa qualidade.

As mudanças ocorrem em um momento em que as gigantes de tecnologia aceleram investimentos em inteligência artificial para incorporar novos recursos às suas plataformas.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação de que a facilidade para produzir textos, vídeos e imagens por meio de sistemas automatizados comprometa a experiência dos usuários e reduza o espaço destinado aos criadores humanos.

O caso do TikTok mostrado pelo O Brasilianista revelou que escolhas internas envolvendo sistemas automatizados podem produzir efeitos concretos sobre milhões de usuários, ampliando a pressão para que empresas adotem mecanismos mais rigorosos de supervisão e controle.

A revisão das regras de monetização e das políticas de publicação demonstra que empresas do setor procuram equilibrar inovação tecnológica, preservação da confiança dos usuários e sustentabilidade da chamada economia dos criadores.

Monetização passa a depender cada vez mais da qualidade do conteúdo

As mudanças anunciadas por plataformas como YouTube e Substack refletem uma tentativa de impedir que ferramentas de inteligência artificial sejam utilizadas para produzir conteúdo em massa apenas com objetivo de monetização.

Embora as empresas continuem incentivando o uso de recursos de IA para auxiliar criadores, a tendência é que materiais considerados repetitivos, automatizados ou sem contribuição original enfrentem restrições para alcançar distribuição e gerar receita.

A revisão das diretrizes acompanha uma transformação mais ampla no mercado digital. Nos últimos anos, as plataformas investiram fortemente em programas para atrair influenciadores e produtores independentes.

Agora, parte desses investimentos migra para infraestrutura e desenvolvimento de inteligência artificial, alterando o equilíbrio entre tecnologia e produção humana.

Decisões envolvendo algoritmos passaram a ser analisadas não apenas pelo impacto sobre o engajamento, mas também pelos riscos que podem representar à experiência e à segurança dos usuários.

YouTube, Substack e outras redes endurecem as regras

YouTube: Atualizou as regras do Programa de Parcerias (YPP) para restringir a monetização de conteúdos considerados “inautênticos”; Passou a detalhar três categorias que podem perder monetização:

  • conteúdo genérico, repetitivo ou produzido em massa;
  • vídeos considerados apelativos ou feitos apenas para chocar e gerar cliques;
  • uso de personagens criados por IA para tratar de temas sensíveis, como saúde, finanças e questões jurídicas.

Manteve a permissão para o uso de IA quando houver criatividade e produção original do criador.

Substack: Firmou parceria com a Pangram para lançar uma ferramenta que estima quanto de um texto foi escrito por humanos ou por IA.

Leitores podem verificar publicações, notas e comentários, embora o autor possa optar por não disponibilizar essa análise. Também ampliou mecanismos para identificar spam e conteúdo repetitivo.

TikTok: Intensificou a identificação e rotulagem de conteúdos produzidos por inteligência artificial.

Reforçou sistemas de moderação para reduzir a circulação de conteúdos automatizados de baixa qualidade, enquanto continua oferecendo ferramentas de IA para criadores.

Pinterest: Passou a identificar conteúdos criados por IA com etiquetas específicas. Implementou ferramentas para que usuários reduzam a quantidade desse tipo de conteúdo exibida no feed.

Meta (Facebook, Instagram e Threads): Ampliou a rotulagem de imagens, vídeos e anúncios produzidos ou significativamente alterados por inteligência artificial. O foco está principalmente em conteúdos realistas que possam induzir usuários ao erro.

LinkedIn: Reconheceu o aumento de publicações padronizadas geradas por IA. Passou a adotar mecanismos para reduzir a distribuição de postagens consideradas superficiais ou excessivamente automatizadas.

Snapchat: Anunciou que vídeos totalmente produzidos por IA deixarão de ser recomendados ou incentivados na aba Spotlight. A plataforma informou que pretende priorizar conteúdos considerados autênticos e produzidos por usuários reais.

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