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Política

Saiba quem é Júlio César, candidato ao Senado pelo Piauí

O político é formado em Direito e assumiu cargos nas áreas de Agricultura e Segurança Pública do Piauí antes de ingressar no Congresso Nacional

Saiba quem é Júlio César, candidato ao Senado pelo Piauí

O deputado federal Júlio César (PSD-PI) aparece em terceiro lugar nas intenções de voto na pesquisa AtlasIntel, com 14,7%.

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A liderança é de Marcelo Castro (MDB), com 20,4% das intenções de voto, seguido pelo líder do Progressistas, Ciro Nogueira, em segundo lugar, com 15,3%.

O parlamentar é advogado graduado em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), em 1974. Um ano depois, concluiu o curso de Magistério na mesma instituição.

Suas primeiras experiências profissionais começaram ainda no estágio: passou pela Câmara dos Deputados, pela Ordem dos Advogados do Brasil — Secção Piauí (OAB-PI) e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Trajetória profissional e política

Trabalhou no Banco do Estado do Piauí e chefiou a Junta do Serviço Militar, responsável por coordenar o alistamento, a expedição de documentos e registros sobre obrigações militares.

Foi secretário municipal de Administração em Teresina, em 1970, na gestão do então prefeito Joel Ribeiro e, posteriormente, atuou como subsecretário de Segurança Pública no governo estadual de Dirceu Arcoverde.

Em 1977, Júlio César foi indicado e nomeado prefeito de Guadalupe, no sul do Piauí, por Dirceu Arcoverde. A cidade havia sido transformada em área de Segurança Nacional devido à construção da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança.

Em 1986, após a posse do então governador Bona Medeiros, deixou a prefeitura para assumir a Secretaria de Agricultura. Entre 1989 e 1991, voltou a ser prefeito de Guadalupe e presidiu a Associação Piauiense de Municípios (APPM).

Em 1991, renunciou ao cargo municipal para assumir novamente a Secretaria de Agricultura no governo de Freitas Neto.

Atuação no Congresso

Em 1994, disputou o cargo de deputado federal e foi eleito. Em 1998, concorreu ao Senado, mas não obteve vaga. Após concluir seu primeiro mandato na Câmara, foi nomeado diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo ano, passou a integrar a Ordem do Mérito Militar como comendador especial.

Foi reeleito deputado federal em 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 — somando sete mandatos na Câmara dos Deputados.

Ao longo de sua trajetória parlamentar, o político foi autor ou relator de nove projetos que se converteram em lei, voltados ao desenvolvimento regional, à gestão financeira dos municípios, à renegociação de dívidas em fundos constitucionais e à repartição de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Destaca-se a Lei Complementar 91/1997, que alterou os critérios de distribuição do FPM, modificando a forma como os repasses federais são divididos entre as cidades. Em 2026, o político busca a sua primeira eleição ao Senado pelo Piauí.

Polêmicas

Em 2007, foi investigado por supostos crimes de falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro no período em que presidiu a empresa Águas e Esgotos do Piauí S.A. (Agespisa), entre 2001 e 2002.

O caso, analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apurava o suposto desvio de R$ 14 milhões das contas da estatal. O deputado pediu o arquivamento do processo e declarou que a denúncia teve motivação política por parte de adversários.

A Polícia Civil do Piauí solicitou apuração, fato que o parlamentar atribuiu a interesses políticos na Secretaria de Segurança Pública do estado. Não consta, contudo, registro de arquivamento na decisão analisada.

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