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Economia

Balança comercial tem superávit em agosto, mas efeitos do tarifaço já aparecem

No ano, a balança indica saldo positivo de US$ 42,812 bilhões — R$ 233,6 bilhões na cotação atual do dólar

Exportações brasileiras alcançaram recorde histórico em 2025

A balança comercial do Brasil apresentou superávit de US$ 6,13 bilhões — R$ 33,47 bilhões — em agosto de 2025, um aumento de 35,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

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O mês registrou mais exportações (US$ 29,861 bilhões) do que importações (US$ 23,728 bilhões), com
saldo positivo e corrente de comércio de US$ 53,589 bilhões (R$ 292,4 bilhões). No ano, a balança indica saldo positivo de US$ 42,812 bilhões — R$ 233,6 bilhões na cotação atual do dólar.

Entre os setores em destaque que ajudaram a compor os resultados, é possível mencionar a Agropecuária e a Indústria Extrativa pelos avanços nas exportações e importações. Ao mesmo tempo, o setor com maior queda nos dois lados da balança foi a Indústria da Transformação.

Efeitos do tarifaço de Trump

Após as exportações atingirem um pico no fechamento de julho, antes das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros passarem a valer nos Estados Unidos, em agosto o cenário foi oposto.

Ainda que a maior queda no envio de produtos seja da Bélgica (-43,8%), o Brasil teve prejuízo de US$ 600 milhões — R$ 3,2 bilhões — com a baixa demanda vinda dos EUA, uma queda de 18,5% nas exportações.

Já o país que mais recebeu produtos brasileiros foi a Argentina, com aumento de 40,4% nas exportações para o vizinho sul-americano.

Mais agro para o mundo, menos combustível para brasileiros

As exportações do mês de agosto foram puxadas, principalmente, pelo crescimento nos seguintes produtos:

  • Agropecuária: Soja (+11,0%); Milho não moído, exceto milho doce (+17,9%); Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (+19,9%); Café não torrado (+1,1%) e Produtos
    hortícolas, frescos ou refrigerados (+19,4%);
  • Industria Extrativa: Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+18,0%); Minério de ferro e seus concentrados (+5,2%); Minérios de cobre e seus concentrados (+4,9%); Pedra, areia e cascalho (+132,4%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base (+45,2%).

O período representou queda nas importações, especialmente nesses produtos da Indústria da Transformação:

  • Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-23,5%)
  • Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (-32,2%);
  • Veículos automóveis de passageiros (-34,2%);
  • Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-38,3%)
  • Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-84,2%).