A balança comercial do Brasil em setembro apresentou saldo positivo de US$ 2,99 bilhões (R$ 15,9 bilhões) e corrente de comércio de US$ 58,1 bilhões (R$ 302,9 bilhões). As exportações seguem na liderança das transações comerciais do país no mês e em 2025, ainda sofrendo os impactos do tarifaço de 50% dos Estados Unidos.
Os dados foram apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta segunda-feira (06). O mês registrou um volume de US$ 30,5 bilhões (R$ 162,3 bilhões) em exportações — crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado — e US$ 27,5 bilhões (R$ 146,3 bilhões) em importações — aumento de 17,7% comparado a setembro de 2024.
No ano, as exportações totalizam US$ 257,8 bilhões (R$ 1,37 trilhão) e as importações, US$ 212,3 bilhões (R$ 1,1 trilhão), com saldo positivo de US$ 45,5 bilhões (R$ 242,1 bilhões) e corrente de comércio de US$ 470,1 bilhões (R$ 2,5 trilhões). Os resultados mostram que o Brasil bateu recorde de exportação, importação e corrente de comércio em setembro e também no acumulado de 2025, conforme informações do governo.
Agro e indústrias carregam a balança comercial
Nos produtos vendidos a outros países, o setor da Agropecuária conseguiu crescer 18% em relação ao ano passado, enquanto a Indústria Extrativa e de Transformação também foram destaques com aumentos de 9,2% e 2,5% nas exportações.
Já o desempenho dos setores importadores deu maior destaque às indústrias, que cresceram 26,1% (Extrativa) e 21,5% (Transformação). Por sua vez, os produtos agro adquiridos pelo Brasil registraram um aumento de 3,5%.
No acumulado anual, a Agropecuária lidera as exportações com crescimento de 2,1%, mas a Indústria Extrativa cai 5,7%. Nas importações, a Indústria de Transformação apresenta os maiores ganhos do ano, com 10,4%, enquanto a Extrativa cai 22,1%.
Argentina e União Europeia fortalecem relações comerciais
Entre os principais parceiros comerciais do ano, a participação da Argentina cresceu 47,2%, totalizando US$ 14,22 bilhões em transações comerciais. A União Europeia também fortaleceu sua relação, crescendo 1,3% em presença, totalizando US$ 36,59 bilhões para a balança do período.
Por outro lado, os Estados Unidos seguem perdendo espaço de mercado com o Brasil, registrando queda de 0,6% no mês e totalizando US$ 29,21 bilhões em contratos de comércio. Um dos principais parceiros comerciais, a China, também recuou sua participação no período.
As relações comerciais com a China, Hong Kong e Macau caíram em 1,4%, totalizando US$ 76,53 bilhões para o Brasil.

