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Economia

Balança comercial registra superávit de US$ 4,9 bilhões em outubro, impulsionada pelo agro e pela indústria extrativa

Desempenho positivo reflete alta nas exportações agrícolas e minerais

Balança comercial registra superávit de US$ 4,9 bilhões em outubro, impulsionada pelo agro e pela indústria extrativa

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,93 bilhões até a quarta semana de outubro, de acordo com dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa um crescimento de 47,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com exportações de US$ 25,02 bilhões e importações de US$ 20,09 bilhões.

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Mesmo com o avanço no mês, o saldo acumulado no ano — US$ 50,41 bilhões entre janeiro e outubro — apresenta queda de 17,4% na comparação com 2024, refletindo o aumento das importações e a desaceleração das exportações industriais.

No mês anterior, o Brasil bateu recorde de exportação, importação e corrente de comércio em setembro e também no acumulado de 2025, conforme informações do governo.

Agropecuária puxa alta das exportações

As exportações da agropecuária cresceram 20,2% em relação a outubro de 2024, somando US$ 5,52 bilhões. O desempenho foi sustentado pela soja, com avanço de 40,4%, e pelo café não torrado, que subiu 20,1%. O milho também contribuiu positivamente, com crescimento de 3,9%.

Entre os produtos com retração, destacam-se animais vivos (-46,4%) e arroz com casca (-79,4%), impactados pela menor demanda externa.

Indústria extrativa mantém fôlego com minérios e petróleo

A indústria extrativa apresentou alta de 8,1%, totalizando US$ 5,59 bilhões em exportações. O minério de ferro foi o destaque, com crescimento de 17,2%, acompanhado pelos minérios de cobre (+130,2%) e alumínio (+92,4%). Já os óleos brutos de petróleo tiveram leve queda de 3,7%, ainda respondendo por mais de 11% da pauta exportadora nacional.

Indústria de transformação recua 2% e limita saldo comercial

A indústria de transformação, responsável por mais da metade das exportações do país, registrou queda de 2% no mês, com US$ 13,76 bilhões embarcados. Entre os principais destaques positivos estão as vendas de carne bovina (+48,2%), válvulas e dispositivos industriais (+211,9%) e ouro não monetário (+68,9%). Por outro lado, houve retração expressiva em açúcares e melaços (-11,97%), farelos de soja (-20,6%) e óleos combustíveis (-27,3%).

Importações recuam 2,6% e refletem menor demanda industrial

As importações brasileiras caíram 2,6% frente a outubro de 2024, totalizando US$ 20,09 bilhões. O movimento foi puxado pela redução de 31,5% na indústria extrativa e leve queda de 0,8% na indústria de transformação.

As compras externas de carvão (-29,7%), gás natural (-30,6%) e óleos brutos de petróleo (-32,5%) tiveram forte recuo. Já setores como o aeronáutico e o de máquinas industriais apresentaram alta.

Exportações limitam expansão do superávit

O aumento das importações no acumulado do ano (+8%) e o ritmo mais lento das exportações industriais (+2,4%) limitaram a expansão do superávit comercial.

A Balança Comercial é a diferença entre o valor de exportações e importações durante um período. Quando o valor de exportações é superior ao de importações, o saldo é lido como positivo, sendo considerado um superávit.

No começo de outubro, a  Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgouseu informe trimestral, que estimou volume recorde em importações brasileiras em 2025. A próxima atualização oficial da balança comercial está prevista para o dia 6 de novembro, quando o MDIC divulgará o fechamento completo do mês.