O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou nesta terça-feira (18) o suporte ao Banco Central (BC) após a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master. Segundo a CNN Brasil, a decisão foi tomada logo depois de o Grupo Fictor manifestar interesse na compra da instituição.
“O que cabe à Fazenda é dar suporte às consequências desse ato. Se houver, nós estamos aqui prontos para colaborar”, afirmou o ministro.
Fazenda e atuação do Banco Central
Haddad destacou confiança no trabalho da autoridade monetária, responsável pela regulação do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Para ele, a liquidação extrajudicial indica que o processo foi amplamente analisado e tecnicamente sólido.
“O BC é o órgão regulador do sistema financeiro. Eu tenho certeza que, para ter chegado a esse ponto, todo esse processo deve estar muito robusto”, destacou.
O ministro também mencionou aspectos regulatórios ligados ao Conselho Monetário Nacional (CMN), embora tenha reforçado que a decisão é, sobretudo, de competência do Banco Central.
Papel do FGC
Haddad citou ainda a relevância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo essencial para a estabilidade do sistema financeiro. Em agosto, o CMN, presidido pelo próprio ministro e composto também por Simone Tebet, Ministra do Planejamento, e Gabriel Galípolo, presidente do BC reforçou as regras para adesão de instituições financeiras ao fundo, após a compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).
Apesar das mudanças recentes, Haddad enfatizou que a prioridade da Fazenda, neste momento, é apoiar o BC na condução da situação.
“O FGC é uma coisa que diz respeito ao sistema financeiro como um todo. Vamos ver os desdobramentos disso, o impacto disso. No que diz respeito à Fazenda, nós estamos à disposição do Banco Central”, completou.
O que é liquidação extrajudicial?
A liquidação extrajudicial é um regime de resolução aplicado pelo Banco Central com o objetivo de interromper as operações de uma instituição financeira e garantir sua saída organizada do Sistema Financeiro Nacional. A medida pode ser adotada em casos de insolvência, grave desequilíbrio patrimonial, incapacidade de honrar compromissos ou infrações relevantes às normas regulatórias.
Antes de decretar a intervenção, o BC pode determinar que os controladores busquem “soluções de mercado”, como aporte de capital, transferência de controle ou reestruturação societária, a fim de tentar recuperar a instituição.

