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Política

Pelo menos a dosimetria

O ex-presidente foi detido na casa onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília

Pelo menos a dosimetria

Nos corredores da Câmara, uma frase ganhou força entre integrantes do PL: “pelo menos a dosimetria”. Após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a constatação de que não existem votos para aprovar uma anistia ampla, o partido recalibrou expectativas e passou a mirar em uma solução considerada mais realista, e negociável.

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A leitura interna é objetiva: se a anistia não avança, colocar a dosimetria das penas em votação já seria uma vitória. Uma fonte envolvida nas articulações sintetiza o novo clima: “O PL já ganha bastante, já está bom.”

Essa mudança de rota acelerou o movimento nos últimos dias. O relator do tema, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que leve o texto ao Plenário ainda nesta semana.

A proposta voltou ao centro da mesa como alternativa à defesa do PL por uma anistia total, bandeira que perdeu fôlego depois da prisão preventiva de Jair Bolsonaro, no sábado (22). O ex-presidente foi detido na casa onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília, e levado para a Superintendência da Polícia Federal.