Publicidade
Política

O relator do devedor contumaz e o “combo” antifraude da Câmara

Escolha de Antonio Carlos Rodrigues para relatar o devedor contumaz

Com pauta bloqueada, reunião de líderes vira termômetro

Em meio à pressão crescente do governo para votar a tipificação do devedor contumaz, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu colocar o pé no acelerador. Designou Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) como relator do Devedor Contumaz (PLP 125/22) e, em um movimento calculado, puxou para o centro do palco outros três projetos voltados ao setor de combustíveis, um pacote que Motta apresentou como “estruturação” do combate às fraudes.

Publicidade

Motta, por sua vez, fez questão de enquadrar o debate em um tom mais amplo. “A segurança pública também passa pela segurança econômica”, publicou, ao anunciar o pacote legislativo. O presidente da Câmara quer mostrar que a Casa está reagindo ao cenário de fraudes estruturadas no setor, um recado ao Planalto, aos governadores e ao mercado.

O pacote envolve quatro projetos, cada um com relator já escalado:

  • PLP 109/25 – acesso da ANP às notas fiscais, sob relatoria de Otto Alencar Filho (PSD-BA);
  • PL 399/25 – endurecimento de penas por adulteração de combustíveis, com Alceu Moreira (MDB-RS);
  • PL 1923/24 – criação do Operador Nacional do Sistema de Combustíveis, relatado por Júnior Ferrari (PSD-PA);
  • PLP 125/22 – tipificação do devedor contumaz, agora nas mãos de Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP).