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Política

Ricardo Cappelli aponta motivos por trás da candidatura de Flávio Bolsonaro

Presidente da ABDI descreveu os cálculos eleitorais por trás da decisão e destacou fatores que podem influenciar o cenário de 2026

Encontro entre Flávio Bolsonaro e presidentes do PP e União não garante alianças; entenda

Segundo publicação de Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em sua conta no X (antigo Twitter), a confirmação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência segue uma lógica conhecida no entorno do ex-presidente, Jair Bolsonaro. Para ele, o movimento era previsível e reflete a estratégia da família para manter influência política.

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O fator central é que Bolsonaro não abriria mão do “patrimônio eleitoral” que ainda detém, mesmo estando preso. Cappelli afirmou no X que “Ninguém cede poder gratuitamente. Na maçaneta da sala onde Bolsonaro está preso tem mais votos do que Tarcísio, Ratinho, e Zema somados”. De acordo com ele, a família Bolsonaro prefere liderar mesmo sob risco de perder, em vez de apoiar outro nome e ficar em segundo plano.

Cappelli também relembrou o episódio envolvendo Ricardo Nunes na eleição em São Paulo. À época, Bolsonaro teria se arrependido de ter cedido espaço naquele pleito, o que influenciaria sua postura agora.

A relação com o Centrão e a leitura sobre o ambiente eleitoral

Eventuais pressões do Centrão não seriam determinantes. Ele questionou o peso eleitoral de nomes como Antonio Rueda e Ciro Nogueira, afirmando que “não enchem uma Kombi com eleitores”. Para ele, eventuais tensões não teriam força suficiente para alterar a estratégia definida.

No mesmo fio, Cappelli avaliou que o cenário reforça o favoritismo de Lula, mas alertou para fatores que, em sua visão, merecem atenção. Ele citou a segurança pública e o impacto das redes sociais caso Donald Trump, “sentado na sala de comando das Big Techs”, influencie o ambiente digital brasileiro. Ricardo afirmou: “Eles dominam a interação social no Brasil, e Trump não é Biden”.

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