A Câmara dos Deputados deve se reunir, na tarde desta quarta-feira (10), para decidir o futuro do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). A representação que pede sua cassação (REP 5/24), apresentada pelo Partido Novo, está no topo da pauta do Plenário.
A representação do Novo contra Braga, protocolada em abril de 2024, acusa o deputado de quebra de decoro parlamentar.
A discussão acontece em um dia que começa sob o impacto direto dos acontecimentos da noite anterior. Na sessão de terça-feira (09), durante a discussão do PL da Dosimetria, o plenário viveu um dos episódios mais tumultuados do ano.
A sessão, iniciada às 18h, foi interrompida poucos minutos depois quando Glauber Braga ocupou a cadeira da Mesa Diretora em protesto contra a possibilidade de ter seu caso votado junto com outros processos disciplinares, como os da deputada Carla Zambelli, de Eduardo Bolsonaro e de Alexandre Ramagem.
Momentos antes, o presidente da Câmara, Hugo Motta, havia anunciado que a cassação de Glauber poderia entrar na pauta desta quarta. A declaração foi o estopim da confusão que culminou na retirada forçada do deputado pela polícia legislativa.
O que aconteceu na noite de ontem
Segundo apuração do O Brasilianista, logo após Glauber ocupar a cadeira da Mesa:
- A TV Câmara cortou o sinal da transmissão;
- Jornalistas foram retirados do plenário e impedidos de retornar, inclusive a equipe do O Brasilianista;
- Deputados como Nikolas Ferreira e Sâmia Bomfim publicaram vídeos registrando trechos da confusão;
- Hugo Motta afirmou que a atitude foi uma tentativa de impedir o andamento dos trabalhos e classificou o ato como “desrespeito ao Poder Legislativo”.

