A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal tem maioria para permitir que Wanderlei Barbosa reassuma o governo de Tocantins. Acusado de usar funcionários de gabinete para desviar dinheiro público, Barbosa estava afastado das funções desde setembro, por decisão do Superior Tribunal de Justiça.
O caso de Barbosa está sendo julgado no plenário virtual do STF. O julgamento começou às 0h de terça-feira (10) e está previsto para terminar às 23h59 desta quinta-feira (11). Os ministros Nunes Marques, relator do caso, Luiz Fux e André Mendonça concordam que o político deve reassumir o governo. Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli ainda não votaram.
Barbosa reassumiu o governo tocantinense no último dia 5, após uma decisão liminar do ministro Nunes Marques, do STF, suspender a ordem do STJ. Nunes Marques reconheceu que a investigação apresentou indícios de que crimes foram cometidos na gestão do político, mas falou que eles são insuficientes para mantê-lo afastado.
O ministro também destacou que o STJ decidiu pelo afastamento muito tempo depois do período em que esses crimes foram cometidos. O Brasilianista já mostrou que Polícia Federal e a Polícia Civil do Tocantins investigam o desvio de dinheiro público que deveria ter sido destinado para comprar cestas básicas e combater os efeitos da pandemia da Covid-19.
As investigações mostram que as fraudes no governo estadual começaram na gestão Mauro Carlesse, antecessor do atual governador, e ganharam proporção ao longo da pandemia da Covid-19. O esquema, segundo os investigadores, envolveu a primeira-dama Karynne Sotero, além do filho e do sobrinho do governador, Rérison Antônio Castro Leite e Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, respectivamente.

