O setor de petróleo e gás da América Latina produziu resultados positivos neste ano afirma balanço do Bradesco BBI. O relatório elencou os maiores destaques do segmento, quais empresas ficaram para trás, bem como apostas para o próximo ano.
A equipe de research do banco afirma que as empresas com cobertura “menos comoditizadas” foram as que mais apresentaram bom desempenho durante o ano. Contudo, para o petróleo, o desfecho mostrou resultados fracos, situação em que grande parte do mercado já antecipava.
Segundo o InfoMoney, nos últimos meses, surgiram expectativas de excesso de oferta de petróleo, esse cenário foi atenuado possivelmente em alguns momentos pelo risco geopolítico, que chegou ao ponto máximo em junho, durante a guerra de 12 dias entre Estados Unidos e Irã.
Contudo, com com a chegada do fim do ano, o cenário geopolítico demonstrou estar ficando mais calmo e a Opep+ aumentou a produção, o que deixou o excesso de oferta mais evidente e gerou alta nos estoques. Os indicadores mostram que na América Latina, o desempenho das ações de petróleo e gás refletiu esse cenário, o que canalizou em melhores resultados para as empresas menos dependentes do preço da commodity.
Melhores desempenhos
Diante desse panorama, a empresa que foi considerada a melhor em desenvolvimento foi distribuidora de combustíveis Vibra (VBBR3). O Bradesco BBI deu medalha de ouro para a empresa que aumentou 65% em 2025. Além disso, a distribuição de combustíveis superou os índices MSCI da América Latina e o Ibovespa, isto influenciada pelo combate à informalidade no meio.
A empresa que mais de destacou em segundo lugar foi a OceanPact OPCT3, que chegou no final do ano com alta de 62%. O negócio de serviços marítimos recebeu a medalha de prata mediante a sua forte reprecificação de contratos de day rate, que é o valor diário pago pelos clientes pelo uso de embarcações ou serviços. Além disso, a empresa teve bom rendimento gestão de contratos spot.
A Ultrapar (UGPA3) ficou posicionada em terceiro lugar e recebeu a medalha de bronze. Segundo o levantamento, a empresa se destacou pelas suas ações em linha com o Ibovespa no ano, que cresceram 44%. Outros nomes do setor, em geral, aparecem abaixo dos índices ou tiveram desempenho negativo em dólares.
Piores desempenhos
Entre os que tiveram mal desempenho durante o ano, os conhecidos como “proxies” aparecem como os que tiveram os resultados mais negativos. Os piores segmentos foram os das produtoras independentes de menor porte, como junior E&Ps, que tiveram queda de 18%.
O diagnostico aponta ainda que as empresas químicas também mostraram queda de 6% durante o ano, isto motivadas pela maior exposição direta ao preço do petróleo. Já as estatais tiveram diminuição 3%, com desempenho relativamente melhor, impulsionadas pela à Ecopetrol, que subiu 18%, influenciada pelo ciclo político na Colômbia.
De acordo com a avaliação, as apostas para 2025 apresentou resultados positivos, contudo tiveram alguns equívocos. A casa recomendou constantemente a construção de posições em Vibra (classificação outperform, preço-alvo de R$ 36), PRIO (PRIO3) (R$ 62) e OceanPact (R$ 10). que são considerados acertos.
Já em relação aos erros, o apontamento mostra que a PRIO foi prejudicado pela queda do petróleo. Apesar disso, apresentou desempenho positivo de 9% em dólares, enquanto seus pares latino-americanos, com exceção da Ecopetrol, mostraram quedas.
A Petrobras foi uma das apostas do BBI em 2025, contudo foi retirada da lista ainda no primeiro semestre do ano. A remoção foi influenciada pelos níveis elevados de capex e expectativas crescentes de fusões e aquisições, o que fez com que as aquisições reduzissem o potencial de dividendos, além das eleições de 2026 tornar a ação mais arriscada.

