A Petrobras está em reunião com entidades sindicais para tratar da greve nacional dos petroleiros, iniciada na última segunda-feira (15). A informação foi divulgada no último domingo (21) pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e pelo Sindipetro RJ, em nota conjunta assinada pelas duas entidades.
De acordo com o comunicado, representantes da empresa e dos sindicatos discutem alternativas para encerrar a paralisação, motivada por divergências em torno do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os sindicatos foram informados de que a Petrobras deve apresentar uma nova proposta com o objetivo de avançar nas negociações. As informações são da CNN Brasil.
A greve teve início após a rejeição, pela categoria, de uma proposta apresentada pela empresa no dia 9. Desde então, a Petrobras tem reiterado publicamente que mantém disposição para dialogar com as entidades representativas dos trabalhadores.
Impactos operacionais e financeiros
Enquanto as negociações seguem em curso, os efeitos da paralisação já se refletem nas operações da companhia. Como já apurado pelo O Brasilianista, a greve gera um impacto financeiro estimado em cerca de R$ 200 milhões por dia à Petrobras, em razão da redução da produção e do refino.
De acordo com essas estimativas, desde o início do movimento houve queda acumulada de aproximadamente 300 mil barris de petróleo e gás. No segmento de exploração e produção, as perdas diárias são avaliadas em cerca de US$ 18 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 100 milhões. Já no refino, o impacto gira em torno de R$ 90 milhões por dia.
Analistas ressaltam que esses números não incluem efeitos indiretos sobre logística, transporte e biocombustíveis. Além disso, os dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) costumam ser divulgados com defasagem, o que dificulta uma mensuração imediata do impacto total da paralisação.
Unidades atingidas pela greve
De acordo com informações divulgadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), a paralisação atinge unidades operacionais em todas as regiões do país.
O balanço da federação indica impacto em 28 plataformas, 16 terminais da Transpetro, nove refinarias, cinco termelétricas, duas usinas de biodiesel, duas unidades de tratamento de gás, duas estações de compressão, campos terrestres na Bahia, além de unidades administrativas.
A FUP também relata denúncias de pressão sobre trabalhadores mantidos em equipes de contingência e defende que os efetivos mínimos sejam definidos com participação direta dos sindicatos, como forma de preservar a segurança operacional durante a greve.
Ainda segundo a federação, um vazamento de gás registrado recentemente na plataforma P-40, na Bacia de Campos, levou à paralisação total da unidade, afetando outras plataformas da região. A empresa não comentou o episódio até o momento.

