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Política

Saiba quem é Rui Costa, candidato ao Senado pela Bahia

Ex-governador do estado lidera as pesquisas para uma das vagas da Casa Legislativa

Saiba quem é Rui Costa, candidato ao Senado pela Bahia

O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), aparece como o principal nome na disputa por uma das duas vagas ao Senado pela Bahia nas eleições de 2026. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em julho, o ex-governador registra 50,6% das intenções de voto, liderando a corrida eleitoral à frente do senador Jaques Wagner (36,7%) e do ex-ministro João Roma (23,2%). O cenário reforça a força política do PT no estado, governado pelo partido desde 2007.

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Caso confirme a candidatura, Rui Costa disputará o cargo após uma trajetória que inclui mandatos no Legislativo, oito anos à frente do governo baiano. Ele estava em um dos ministérios mais estratégicos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Operações policiais e investigações

Ao longo da carreira, Rui Costa não foi alvo de condenações criminais. No entanto, seu nome apareceu em investigações relacionadas à compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19.

Em 2020, a Polícia Federal deflagrou operações para apurar supostas irregularidades na aquisição de equipamentos médicos pelo Consórcio Nordeste. Rui Costa presidia o consórcio à época da contratação.

As investigações buscaram esclarecer possíveis fraudes envolvendo a compra dos respiradores, que não chegaram a ser entregues. O ex-governador afirmou não ter participado das negociações diretas e negou qualquer irregularidade. Até o momento, ele não foi condenado no caso.

Da militância sindical ao início da vida pública

Nascido em Salvador, em 1963, Rui Costa iniciou sua atuação política ainda na juventude, ligado aos movimentos sindicais. Formado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), trabalhou no Polo Petroquímico de Camaçari, onde participou do movimento sindical dos trabalhadores da indústria química.

Sua aproximação com o Partido dos Trabalhadores ocorreu ainda na década de 1980, período em que passou a atuar na organização partidária na Bahia. Nos anos seguintes, ocupou funções administrativas em governos petistas municipais e estaduais, consolidando espaço dentro da legenda.

Ascensão política na Bahia

A carreira eleitoral começou em 2000, quando foi eleito vereador de Salvador. Poucos anos depois, assumiu a Secretaria de Relações Institucionais durante o governo de Jaques Wagner, tornando-se um dos principais articuladores políticos da administração estadual.

Em 2010, foi eleito deputado federal pela Bahia. No Congresso, permaneceu por pouco tempo, já que, em 2014, foi escolhido pelo PT para disputar o governo estadual como sucessor de Jaques Wagner.

Rui Costa venceu a eleição ainda no primeiro turno e foi reeleito em 2018, também com ampla vantagem. Durante os oito anos em que governou a Bahia, priorizou investimentos em infraestrutura, educação, saúde e segurança pública.

Entre as principais obras de sua gestão estão a ampliação da rede hospitalar estadual, a construção de escolas de tempo integral, investimentos em mobilidade urbana na Região Metropolitana de Salvador e programas de abastecimento de água no interior do estado.

Casa Civil no governo Lula

Após deixar o governo da Bahia em 2022, Rui Costa foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar a Casa Civil, um dos ministérios considerados mais importantes da Esplanada.

Na função, tornou-se responsável pela coordenação das ações do governo federal, acompanhamento de programas prioritários e articulação entre ministérios. Também passou a atuar diretamente na execução do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), considerado uma das principais vitrines da atual gestão.

O cargo ampliou sua projeção nacional e reforçou seu nome como uma das principais lideranças do PT fora do eixo Brasília-São Paulo.

Gestão estadual recebeu elogios e críticas

Durante os dois mandatos como governador, Rui Costa recebeu avaliações positivas por indicadores relacionados à saúde pública e aos investimentos em infraestrutura.

Ao mesmo tempo, enfrentou críticas da oposição sobre os índices de violência registrados na Bahia. O estado permaneceu entre os que concentravam maior número de mortes violentas do país em diferentes levantamentos divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Outro ponto frequentemente explorado por adversários políticos foi a situação do sistema prisional e da segurança pública baiana, temas que marcaram parte do debate durante sua administração.

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