Donald Trump completou o primeiro ano de seu segundo mandato na presidência dos Estados Unidos com uma estratégia marcada pela centralização de atenções e pela busca constante de impacto político e midiático. Desde que reassumiu a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, o republicano adotou anúncios públicos, transmissões ao vivo e declarações polêmicas como parte do modo de governar, mantendo o protagonismo diário no noticiário internacional.
De acordo com o G1, a condução desse período inicial reforçou a imagem de Trump como líder que transforma decisões políticas em espetáculo. A postura influenciou tanto a política interna quanto as relações externas, especialmente com países da América Latina, incluindo o Brasil.
Estratégia de impacto e política externa
Ao longo de 2025, Trump passou a se apresentar como um “showman”, conceito usado para explicar sua forma de ocupar o espaço público e conduzir debates sensíveis. A estratégia incluiu movimentos bruscos na política comercial, ameaças de tarifas e discursos duros contra governos estrangeiros, sempre acompanhados de forte exposição midiática.
Esse comportamento teve reflexos diretos na relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O período foi marcado por momentos de tensão, como o anúncio de tarifas e a acusação de que o governo brasileiro e o Judiciário promoveriam uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, seguidos por tentativas de reaproximação entre os dois países.
Trump como “agente da paz” e o cenário interno
No campo geopolítico, Trump também buscou se colocar como um “agente da paz”, defendendo negociações diretas em conflitos internacionais e ampliando o discurso de liderança global dos Estados Unidos. A estratégia mira tanto o público externo quanto o eleitorado interno, em um momento em que o presidente já observa o cenário das eleições de meio de mandato de 2026.
No plano doméstico, analistas avaliam que Trump enfrenta desafios para manter apoio no Congresso e sustentar sua agenda. Ainda assim, aliados do presidente levantam publicamente a possibilidade de um terceiro mandato, apesar de a Constituição dos EUA proibir essa hipótese.
Relação com o Brasil e sinais para o futuro
A interação entre Trump e Lula passou por declarações públicas de confronto e de cordialidade. Em meio às divergências, Trump chegou a afirmar que teve uma conversa “muito boa” com o presidente brasileiro, enquanto Lula defendeu a estabilidade regional e rejeitou qualquer cenário de conflito na América Latina.
A avaliação de especialistas é que a relação entre Brasil e Estados Unidos seguirá sujeita a oscilações, acompanhando o estilo personalista de Trump e a estratégia de comunicação adotada por ele desde o início do segundo mandato.

