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Política

Tecon Santos no radar do mercado

O leilão que ultrapassa o debate estritamente portuário

Tecon Santos no radar do mercado

Em conversa com o site O Brasilianista, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) falou sobre o adiamento do leilão do Tecon Santos em um tom que vai além da defesa técnica do projeto. Sua avaliação expõe a preocupação do campo liberal com o sinal que o governo transmite ao mercado. Na condição de diretora da Frente Parlamentar do Livre Mercado, Ventura fez questão de enquadrar o terminal não apenas como um ativo portuário, mas como uma engrenagem central da economia brasileira.

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Ao mencionar cifras expressivas, mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos previstos e a possibilidade de até 50% de expansão na movimentação de contêineres, a deputada adotou um discurso quase didático para sublinhar a relevância estratégica do Tecon para a competitividade do comércio exterior.

O adiamento do leilão para 2026, embora apresentado publicamente como uma chance de “refinar o modelo”, é tratado por aliados com cautela. Ventura insiste na defesa de regras abertas, transparentes e imparciais, um recado direto ao governo e às agências reguladoras sobre a necessidade de segurança jurídica e previsibilidade, termos repetidos à exaustão por agentes do setor.

A deputada ainda deixa claro que o Tecon Santos ultrapassa o debate estritamente portuário. Para ela, o terminal funciona como um verdadeiro “multiplicador de competitividade nacional”, com efeitos que se espalham por toda a economia. A cobrança é para que o tema seja tratado como prioridade de Estado, e não como mais um capítulo da já longa lista de incertezas regulatórias, um recado que ecoa fora do plenário.