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Economia

Banco Central enfrenta questionamentos após liquidação de Banco Master

A medida colocou a instância reguladora no centro de análises feitas pelo Judiciário e por órgãos de controle

Banco Master: alertas desde 2020 e reação tardia

O Banco Central do Brasil passou a ser alvo de questionamentos institucionais após decretar a liquidação do Banco Master, instituição financeira investigada por suspeitas de irregularidades contábeis.

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Integrantes da direção do Banco Central avaliam o cenário jurídico e administrativo gerado pela decisão, que agora é examinada por outras autoridades.

A autarquia sustenta que o encerramento do banco seguiu critérios técnicos previstos na legislação do sistema financeiro. As informações são da Folha de São Paulo.

Por que o Banco Master foi liquidado?

A liquidação é aplicada quando um banco não reúne condições mínimas para continuar operando. No caso do Banco Master, o Banco Central apontou problemas de liquidez, ou seja, falta de recursos suficientes para cumprir obrigações e inconsistências relevantes em ativos registrados no balanço.

Como já compartilhado pelo O Brasilianista, parte dos créditos contabilizados pela instituição não teria lastro real. Isso significa que valores apareciam nos registros contábeis sem correspondência com operações financeiras efetivas. As estimativas indicam que essas distorções podem chegar a R$12,2 bilhões.

Debate sobre alternativas à liquidação

Uma das discussões em curso envolve a possibilidade de soluções menos drásticas, como reestruturação ou venda do banco. Segundo a Folha, esse argumento foi levantado por pessoas ligadas ao caso, mas técnicos do Banco Central avaliam que as irregularidades identificadas inviabilizariam essas opções.

A autorquia afirma que sua função é preservar a estabilidade do sistema financeiro e evitar riscos para depositantes e investidores.

Audiência determinada pelo Supremo

O caso passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) após solicitação da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro. Desde então, decisões relacionadas ao inquérito estão sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Entre essas medidas está a marcação de uma acareação, procedimento em que pessoas com versões divergentes são ouvidas simultaneamente para esclarecer contradições. A audiência foi agendada para o dia dia 30 de dezembro, período de recesso no Judiciário.

Efeito para clientes e investidores

Enquanto o debate institucional avança, clientes do Banco Master aguardam o ressarcimento de valores garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos. Segundo veiculado pelo O Brasilianista, os pagamentos dependem da entrega da lista oficial de credores pelo liquidante da instituição.

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o total aplicado por cliente, mas só pode iniciar os repasses após receber as informações técnicas completas.

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