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Economia

Instituições financeiras se unem em apoio ao BC em meio à pressão institucional no caso Master

Entidades alertam para riscos ao sistema financeiro e defendem autonomia técnica do regulador diante da decisão de liquidação

Instituições financeiras se unem em apoio ao BC em meio à pressão institucional no caso Master

Neste sábado (27), entidades que representam bancos e empresas do setor de pagamentos tornaram pública uma manifestação de apoio ao Banco Central em meio ás críticas e questionamentos que surgiram após a liquidação do Banco Master.

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As associações destacaram que o Banco Central é a autoridade responsável por supervisionar o sistema bancário brasileiro. As informações são do portal Estadão.

“A presença de um regulador técnico e, sobretudo, independente do ponto de vista institucional e operacional, é um dos pilares mais importantes na construção de um sistema financeiro sólido e resiliente”, aponta a nota.

O regulador precisa acompanhar a saúde financeira dos bancos, checar se há dinheiro suficiente para honrar compromissos, avaliar o nível de risco das operações e exigir o cumprimento das regras que garantem a segurança do mercado. Ainda segundo o texto, o “número ínfimo de instituições com problemas de solvência e liquidez que observamos ao longo dos últimos anos” prova que “o regulador tem sido muito bem-sucedido nesta tarefa”.

Quando essas exigências deixam de ser atendidas e há risco para clientes ou para o próprio sistema financeiro, o Banco Central pode adotar medidas mais duras, como intervenções ou a liquidação.

A nota foi assinada pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), pela Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Zetta, entidade que reúne empresas do setor financeiro e de meios de pagamento.

O caso Banco Master

O Banco Master passou a ser investigado após surgirem indícios de irregularidades relevantes em seus registros contábeis. Conforme já mostrado pelo O Brasilianista, parte dos créditos registrados pelo banco não teria lastro real.

Estimativas apontam que essas distorções podem chegar a cerca de R$ 12,2 bilhões. Diante desse quadro, o Banco Central decidiu encerrar as atividades da instituição. A decisão, porém, passou a ser contestada e levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Por que a acareação virou ponto de tensão?

Como já noticiado pelo O Brasilianista no STF, o ministro Dias Toffoli determinou a realização de uma acareação. A audiência está marcada para o dia 30 e deve reunir o controlador do Banco Master, o ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central.

Na avaliação das associações, a estabilidade do mercado depende da confiança nas decisões do órgão regulador. Fragilizar essa autonomia, afirmam, pode gerar impactos não apenas para instituições financeiras, mas também para pessoas físicas, especialmente pequenos poupadores e investidores.

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