Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29), as contas do Tesouro Nacional, que incluem o desempenho do Banco Central (BC), terminaram o mês de novembro com saldo positivo. O resultado primário, que mede receitas menos despesas antes do pagamento de juros da dívida, ficou em R$ 1,114 bilhão.
No acumulado de 2025, o Tesouro registra um superávit de R$ 244,452 bilhões, indicando que, até agora, as receitas do governo federal superaram seus gastos primários ao longo do ano. As informações são do portal InfoMoney.
O que significa superávit primário?
Como informado pelo O Brasilianista, o superávit primário ocorre quando o governo arrecada mais do que gasta com suas despesas do dia a dia, como salários, benefícios e custeio da máquina pública, sem considerar os juros da dívida.
Quando o resultado é negativo, o nome técnico é déficit primário. Esse indicador é acompanhado de perto porque ajuda a mostrar se o governo consegue sustentar suas contas sem recorrer a mais endividamento.
Previdência pesa no resultado geral
Enquanto o Tesouro apresentou saldo positivo em novembro, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou um resultado negativo expressivo. O déficit previdenciário no mês chegou a R$ 21,286 bilhões, reflexo do volume elevado de pagamentos de aposentadorias e pensões.
No acumulado de 2025, o rombo do INSS soma R$ 328,275 bilhões, mostrando que a Previdência continua sendo um dos principais pontos de pressão sobre as contas públicas.
Desempenho do Banco Central
Considerado isoladamente, o Banco Central fechou novembro com déficit de R$ 239,4 milhões. Ao longo de 2025, o resultado negativo da autoridade monetária chega a R$ 914,4 milhões. Esses números incluem custos operacionais e outras despesas próprias do órgão.
O que é a Receita Líquida Ajustada (RLA)?
Outro dado divulgado foi o indicador de Receita Líquida Ajustada (RLA), que terminou novembro em 4,63%. A RLA é usada como base para definir quanto o governo pode aumentar seus gastos no ano seguinte, conforme as regras do novo arcabouço fiscal.
O cálculo considera o período de julho de um ano a junho do ano seguinte. Para o Orçamento de 2026, a RLA apurada cresceu 6,37%, o que resultou em um limite de 2,5% de aumento real das despesas, percentual máximo permitido pelas regras fiscais em vigor.

