Publicidade
Justiça

Ex-diretor do BC diz não haver “amparo legal” para STF e TCU interferirem na liquidação do Master

Luiz Fernando Figueiredo afirmou que as decisões dos ministros Dias Toffoli e Jhonatan de Jesus foram “sem precedentes”

Ex-diretor do BC diz não haver “amparo legal” para STF e TCU interferirem na liquidação do Master

O ex-diretor de Política Monetária do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo afirmou que não há “amparo legal” para Supremo Tribunal Federal e Tribunal de Contas da União interferirem na liquidação do Banco Master. A entidade financeira foi liquidada extrajudicialmente pelo BC em 18 de novembro.

Publicidade

Em entrevista ao site NeoFeed, Figueiredo afirmou que as decisões dos ministros Dias Toffoli, do STF, e Jhonatan de Jesus, do Tribunal Contas da União, foram “sem precedentes”. “O que está sendo feito pelo TCU e STF me parece atitude de quem não conhece como funciona um processo de liquidação e o que o Banco Central faz”, afirmou.

Toffoli determinou uma acareação antes mesmo da tomada dos depoimentos de Daniel Vorcaro, dono do Master que chegou a ser preso, Ailton de Aquino, diretor do BC que liquidou o banco, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB que capitaneou a compra frustrada do Master — após ser alvo de muitas críticas, o ministro do STF deixou a decisão para a PF. Já Jesus exigiu explicações do BC, apesar de o TCU ser um órgão auxiliar do Congresso.

Segundo Figueiredo, o problema das atitudes dos ministros do STF e do TCU está em quererem “fazer uma acareação de um diretor do BC com um réu que, supostamente, quebrou a instituição e foi preso [Daniel Vorcaro]” e com outro réu que “era presidente de outra instituição e foi afastado por estar supostamente mancomunado com o primeiro réu nessa compra por meio de ativos fraudulento”.

O ex-diretor do BC afirmou também que as decisões de Toffoli e Jesus são o segundo grande ataque à independência do BC, perdendo apenas para Lula, que pressionou a entidade, enquanto ela era presidida por Roberto Campos Neto, para reduzir os juros.

Ainda de acordo com Figueiredo, não há como reverter a liquidação do Master: “Tem um
furo de R$ 40 bilhões ou R$ 60 bilhões. Quem vai colocar alguma coisa no lugar desse buraco?”