Neste sábado (03), forças dos Estados Unidos realizaram a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em um episódio que ampliou ainda mais a instabilidade política do país. Agora, diante desse cenário, o Ministério da Justiça e Segurança Pública acompanha de perto o movimento de migrantes na fronteira com a Venezuela, de acordo com informações do G1.
Em parceria com o Ministério da Saúde, o Itamaraty e o Ministério da Defesa, o governo está estruturando um plano de contingência para reforçar acolhimento, atendimento e apoio humanitário, caso o número de refugiados aumente rapidamente.
O plano inclui reuniões emergenciais entre diplomatas, militares e gestores públicos, ajustes nos protocolos migratórios e reforço no monitoramento da fronteira.
Brasil é um dos países com maior número de imigrantes venezuelanos
A situação do ataque dos EUA na Venezuela se soma a uma crise econômica e social que persiste há anos, marcada por hiperinflação, falta de alimentos e medicamentos, apagões frequentes e colapso nos serviços públicos.
Como resultado, um número crescente de venezuelanos vem buscando segurança e melhores condições de vida em países vizinhos, incluindo o Brasil.
Aliás, o país já se consolidou como o terceiro que mais recebe imigrantes venezuelanos no mundo, atrás apenas da Colômbia e do Peru, de acordo com o G1.
Essa posição reforça a importância de planejamento e coordenação entre os órgãos brasileiros para lidar com o fluxo migratório, principalmente em Roraima, que concentra a maior parte das chegadas.
Operação Acolhida e experiência brasileira
De acordo com a CNN Brasil, o país já possui experiência na gestão de fluxos migratórios com a Operação Acolhida, uma força-tarefa humanitária que recebe e interioriza venezuelanos desde 2018.
Por meio dessa operação, dezenas de milhares de pessoas foram transferidas para cidades fora da região fronteiriça, onde recebem moradia, alimentação e acesso a serviços básicos, como saúde e educação.
Mesmo com essa experiência, o contexto atual exige atenção redobrada, considerando a escalada recente da tensão política na Venezuela.

