O dólar à vista iniciou a semana com variação limitada frente ao real, em meio a um ambiente internacional mais tenso após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos. No mercado doméstico, a moeda chegou a oscilar, mas permaneceu próxima da estabilidade ao longo da manhã.
Por volta das 12h41, o dólar à vista registrava leve queda de 0,07%, negociado a R$ 5,420. No mercado futuro, o contrato também apresentava recuo discreto de 0,03%, cotado a R$ 5,453. Segundo o InfoMoney, o comportamento do câmbio reflete a combinação entre fatores geopolíticos e expectativas econômicas.
Cotação e reação inicial do mercado
No início do pregão, a moeda norte-americana abriu em alta, movimento que sucedeu a forte queda registrada na sexta-feira anterior, quando o dólar recuou mais de 1%. Investidores acompanharam com cautela os desdobramentos da ação dos Estados Unidos na Venezuela, que aumentou a aversão ao risco em parte dos mercados globais.
Apesar da pressão externa, o avanço do dólar perdeu força ao longo do dia. Analistas avaliam que o cenário ainda é incerto e que oscilações pontuais não indicam, necessariamente, uma tendência de valorização mais duradoura da moeda.
Declarações de Trump e cenário internacional
A atenção também se voltou para as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou a jornalistas no domingo que poderia ordenar outro ataque se a Venezuela não cooperasse com os esforços dos EUA para abrir sua indústria petrolífera e combater o narcotráfico. Ele também ameaçou com ações militares na Colômbia e no México.
Mesmo com esse contexto de tensão geopolítica, o impacto sobre o dólar foi moderado. Especialistas destacam que o mercado segue mais sensível a indicadores econômicos do que a eventos políticos isolados.
Expectativas econômicas no Brasil e nos EUA
No cenário externo, o relatório mensal de emprego dos Estados Unidos, previsto para sexta-feira, é visto como um dos principais fatores capazes de influenciar o câmbio nos próximos dias, por seu peso nas expectativas sobre a política monetária americana.
Internamente, o Boletim Focus do Banco Central mostrou leve ajuste nas projeções de inflação. A estimativa para o IPCA de 2026 avançou de 4,05% para 4,06%, enquanto a previsão para 2025 recuou pela oitava semana seguida, passando de 4,32% para 4,31%. Esses dados também ajudaram a limitar movimentos mais intensos do dólar no mercado local.

