A segunda semana de 2026 concentra uma série de indicadores econômicos relevantes no Brasil e no exterior.
Esses dados funcionam como sinais antecipados sobre crescimento, inflação e consumo, influenciando decisões de investidores, empresas e governos. As informações são do portal InfoMoney.
O que movimenta o Brasil nesta semana?
Na terça-feira (13), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Pesquisa Mensal de Serviços, que mede o desempenho de setores como transporte, turismo, tecnologia da informação e serviços prestados às famílias.
Essas atividades representam uma fatia significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A expectativa do mercado é de alta leve de 0,1% em novembro, com possíveis oscilações causadas por eventos realizados no período.
Na quinta-feira (15), saem os dados de vendas no varejo, que mostram como anda o consumo da população.
Esse indicador revela se as famílias estão gastando mais ou segurando despesas, algo diretamente ligado ao crédito, renda e inflação. A projeção é de um avanço modesto em relação a outubro.
Na sexta-feira (16), o Banco Central do Brasil publica o IBC-Br, índice considerado uma prévia mensal do PIB.
Embora não substitua o PIB oficial, o indicador antecipa tendências da atividade econômica e é acompanhado de perto pelo mercado e pelo Copom, que define a taxa de juros.
Também na sexta-feira, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o IGP-10, índice de inflação que acompanha preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil.
A estimativa é de alta de 0,20% em janeiro, elevando a taxa acumulada em 12 meses para -1,1%. O índice é sensível a commodities e ao câmbio, servindo como referência para contratos e reajustes.
Política em Brasília entra em segundo plano
O recesso parlamentar continua, o que reduz o ritmo de votações no Congresso. No Executivo, porém, o retorno do ministro da Fazenda ao trabalho tende a reacender discussões econômicas.
Além disso, há expectativa de definição do novo titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, após a saída do ministro anterior, Ricardo Lewandowski, o que adiciona um componente político ao ambiente econômico.
Estados Unidos: inflação e consumo em foco
Na terça-feira (13), será divulgado o Consumer Price Index (CPI), índice que mede a inflação sentida diretamente pelos consumidores nos Estados Unidos. Esse dado influencia expectativas sobre juros e política monetária.
Na quarta-feira (14), saem:
- O PPI, índice de preços ao produtor, que mostra custos antes de chegarem ao consumidor;
- As vendas no varejo, importantes para avaliar a força da economia no fim de 2025.
O PPI é parte do cálculo do PCE, índice de inflação acompanhado de perto pelo Federal Reserve.
Esses dados ajudam a calibrar expectativas para a próxima reunião do Fed, marcada para o fim de janeiro. O mercado avalia se a economia americana permite cortes, manutenção ou aperto nos juros.
Resultados da Camil
No Brasil, a semana também traz balanços corporativos. A Camil divulga resultados do terceiro trimestre fiscal em 14 de janeiro.
O destaque negativo é a forte queda nos preços do arroz, que recuaram 49% em um ano, pressionando margens. Ainda assim, analistas projetam crescimento de volumes e receita consolidada de R$ 2,7 bilhões, com Ebitda de R$ 226 milhões.
Entre os principais eventos da semana estão:
- serviços, indústria e comércio no Brasil;
- inflação ao consumidor e ao produtor nos EUA;
- prévia do PIB brasileiro;
- indicadores de atividade e emprego internacionais.

