Na última segunda-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa adicional de 25% nas transações com os americanos aos países que mantiverem relações comerciais com o Irã.
A medida entra em vigor imediatamente e faz parte da estratégia do republicano de intensificar a pressão econômica sobre o regime iraniano. Para o Brasil, essa medida pode impactar negativamente a balança comercial mais uma vez desde o tarifaço de Trump de 50% — que já foi revogado, mas ainda mostra seus efeitos.
Conforme mostrou O Brasilianista, durante o ano de 2025, o país ficou na 31ª posição entre os principais destinos dos produtos brasileiros, registrando US$ 3 bilhões em exportações. Apesar disso, o Irã fica entre os menores compradores, respondendo por apenas 0,84% do total embarcado.
Porém, segundo o g1, no setor agro, o Irã é o 11º país que mais recebe produtos do Brasil, representando 1,73% das exportações do setor no ano passado. Milho e soja lideram os envios do país para a nação do Oriente Médio, de acordo com o Comexstat.
No lado das importações, menos de 0,5% dos produtos agro são importados do Irã, o que representou US$ 11,9 milhões em compras. Boa parte das aquisições do Brasil no país são de adubos e fertilizantes químicos, além de frutas secas.
Por que os EUA aplica sanções ao Irã?
O governo republicano avalia opções de intervenção, incluindo militar, no Irã contra a repressão aos protestos que eclodiram no país. Uma das frentes que os EUA mais costuma aplicar são sanções econômicas, o que restringe os livres tratados de comércio.
A população iraniana começou uma onda de protestos causada pela crise econômica, se voltando contra os governantes clericais que estão no poder desde a Revolução Islâmica de 1979. As informações são da CNN.
Um levantamento da organização Human Rights Activists in Iran, sediada nos Estados Unidos, divulgou que o Irã já registrou pelo menos 490 mortos e 10 mil presos nos últimos 15 dias.
Em resposta, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bager Qalibaf, declarou que bases militares dos EUA e de Israel no Oriente Médio se tornariam alvos legítimos de Teerã se os ataques americanos se realizassem.

