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Justiça

TCU aguarda recuo do BC para destravar impasse no caso Banco Master

Reunião entre cúpulas das instituições reduz tensão e redefine formato de apuração

TCU aguarda recuo do BC para destravar impasse no caso Banco Master

O Tribunal de Contas da União (TCU) trabalha com a expectativa de que o Banco Central (BC) retire, nos próximos dias, os embargos de declaração apresentados contra a decisão que autorizou uma apuração sobre a atuação da autoridade monetária no caso envolvendo o Banco Master.

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Caso o recurso seja retirado, o processo deixa de ser analisado pelo plenário do tribunal, em sessão prevista para o dia 21 de janeiro, como apurado pelo O Brasilianista.

O movimento também reduz o risco de contestação ao relator do caso, o ministro Jhonatan de Jesus, por outros integrantes da Corte. As informações são da CNN Brasil.

O que são embargos de declaração?

Embargos de declaração são um tipo de recurso usado para pedir esclarecimentos sobre decisões judiciais ou administrativas.

No caso, o Banco Central (BC) questionava pontos técnicos relacionados ao alcance da fiscalização do TCU. A retirada do recurso indica que essas dúvidas foram solucionadas fora do julgamento formal.

Nesta segunda-feira (12), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, recebeu o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o relator do processo.

O encontro ocorreu após dias de desgaste institucional e abriu espaço para um entendimento entre as duas instituições. Esses servidores integram a AudBancos, unidade especializada em fiscalização de bancos públicos e órgãos reguladores financeiros.

Galípolo negou responsabilidade pelos vazamentos e reconheceu que o TCU atua dentro de suas atribuições legais. Após a reunião, o presidente do TCU afirmou que o Banco Central busca respaldo institucional da Corte de Contas.

Segundo Vital do Rêgo, o tribunal foi recebido com acesso integral às informações necessárias para a fiscalização e o processo deve ser concluído em prazo inferior a um mês. Ele também ressaltou que o TCU não possui competência para reverter a liquidação do Banco Master.

Caso do Banco Master

Como apurado pelo O Brasilianista, o Caso Master envolve um conjunto de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre um esquema financeiro que teria movimentado cerca de R$ 17 bilhões em operações consideradas fraudulentas.

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, é acusado de estruturar transações por meio de empresas de fachada e pessoas usadas como laranjas para vender ativos de baixa qualidade, conhecidos no mercado como “títulos podres”, a fundos públicos e privados.

Vorcaro chegou a ser preso em novembro, mas foi liberado posteriormente por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

O Banco Central afirma que a diretoria do Banco de Brasília (BRB) teria ignorado alertas e indícios de irregularidades ao adquirir R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito problemáticas do Banco Master.

Em razão dessas operações, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia Júnior, foram afastados dos cargos.

De acordo com as autoridades, o esquema utilizava fundos de servidores públicos e pensionistas para dar aparência de legalidade às operações, o que ampliou o alcance das suspeitas do Distrito Federal para outros estados, como Rio de Janeiro e Bahia.

Acompanhe os desdobramentos no caso do Banco Master!