Em 2025, a balança comercial da China alcançou um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão. Dados divulgados pelo governo do país apontam que o desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações no mercado internacional.
Os resultados vêm na contramão do que Donald Trump esperava ao impor tarifas comerciais à China. Para passar pelo momento, o país passou adotou a estratégia de expandir suas atividades para países da América Latina, da África, além de mercados do Sudeste da Ásia.
Segundo informações do G1, o superávit comercial anual da China chegou a US$ 1,189 trilhão, valor que representa o PIB de uma das 20 maiores economias do mundo. Além disso, em dezembro, a economia apresentou crescimento de 6,6%, em comparação com o mesmo período de 2024.
O economista-chefe para a Ásia do HSBC, Fred Neumann, afirma que a economia da China continua competitiva. “Embora isso reflita ganhos de produtividade e a crescente sofisticação tecnológica dos fabricantes chineses, também se deve à fraca demanda interna e à consequente capacidade ociosa”, disse o especialista.
Ações diante das tarifas dos EUA
A expectativa de economistas é que a China mantenha bons resultados, mesmo diante das ações do presidente dos Estados Unidos, país que figura entre seus principais rivais econômicos.
De acordo com Fred Neumann, o mercado pode ser impulsionado principalmente pelos novos níveis de produção chinesas. “O aumento dos superávits comerciais chineses pode elevar as tensões com os parceiros comerciais, especialmente aqueles que dependem das exportações de produtos manufaturados”, explicou.
Resultados nos EUA
Nos EUA, as exportações tiveram queda de 20% em dólares no ano passado, enquanto as importações recuaram 14,6%, o que deu mais espaço para a comercialização do país asiático. Os resultados mostram que a China vendeu 25,8% a mais para a África, assim como comercializou 8,4% a mais para a União Europeia.
Nesta semana, o presidente Donald Trump afirmou esperar que a China abra seus mercados para a entrada de produtos americanos. Contudo, poucos dias antes, o norte-americano anunciou taxas de 25% sobre os países que comercializam com o Irã, país do qual a China é parceira comercial.

