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Economia

Dinheiro esquecido em bancos ultrapassa R$ 10 bilhões no país: veja o passo a passo para saber se há valores no seu nome

Maior parte pertence a pessoas físicas e pode ser resgatada sem custo

Dinheiro esquecido em bancos ultrapassa R$ 10 bilhões no país: veja o passo a passo para saber se há valores no seu nome

A soma de recursos esquecidos em bancos e instituições financeiras aumentou nos últimos meses. O montante já ultrapassa R$ 10 bilhões e permanece disponível para saque por milhões de brasileiros.

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Segundo o Banco Central do Brasil, os dados fazem parte do Sistema Valores a Receber (SVR), plataforma criada para permitir que cidadãos e empresas consultem e solicitem a devolução de valores deixados para trás em operações financeiras encerradas. As informações são do G1.

Como consultar se há dinheiro esquecido?

Segundo orientações do Banco Central o passo a passo é o seguinte:

  • Acessar o site oficial do BC e clicar em “Consulte valores a receber”;
  • Informar os dados solicitados;
  • Pessoa física: CPF e data de nascimento;
  • Pessoa jurídica: CNPJ e data de abertura;
  • Verificar se há valores disponíveis.

Como solicitar a devolução dos valores?

Conforme explica o Banco Central:

  • Acessar o SVR com conta gov.br nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas ativada;
  • Entrar em “Meus Valores a Receber”;
  • Ler e aceitar o termo de ciência;
  • Conferir o valor, a instituição responsável e a origem do dinheiro.

Se o sistema permitir a solicitação direta:

  • Selecionar uma chave Pix do tipo CPF;
  • Confirmar os dados;
  • Guardar o número de protocolo.

Nesse caso, o pagamento costuma ocorrer em até 12 dias úteis. Quando não há Pix disponível, o titular precisa entrar em contato com a instituição indicada para combinar a devolução.

Há prazo para sacar o dinheiro?

Segundo o Banco Central e o Ministério da Fazenda, não existe data-limite para solicitar o resgate. Os valores continuam guardados nas instituições financeiras até que o titular faça o pedido.

O G1 informou que, apesar de o Congresso ter autorizado em 2024 a possibilidade de recolhimento desses recursos pelo Tesouro Nacional, o Ministério da Fazenda afirma que essa medida não está em andamento.

O que é considerado “dinheiro esquecido”?

De acordo com o Banco Central, entram nessa categoria valores que ficaram parados em:

  • Contas correntes ou poupança já encerradas;
  • Tarifas cobradas indevidamente;
  • Consórcios concluídos sem resgate;
  • Cotas de cooperativas de crédito;
  • Saldos residuais de contratos antigos.

Esses recursos continuam vinculados ao CPF ou CNPJ do titular e só são devolvidos quando há solicitação formal.

Quanto dinheiro está disponível hoje?

Segundo o InfoMoney, com base em dados do Banco Central referentes a novembro de 2025: mais de 54,2 milhões de pessoas físicas e jurídicas têm valores a receber. R$ 7,8 bilhões pertencem a 49,3 milhões de pessoas físicas e R$ 2,2 bilhões estão em nome de 4,9 milhões de empresas.

A maioria dos beneficiários tem valores baixos. Conforme o Banco Central:

  • 65,2% possuem até R$ 10 a receber;
  • apenas 1,85% concentram quantias acima de R$ 1 mil.
  • Desde 2022, quando o sistema foi criado, R$ 12,9 bilhões já foram devolvidos.

Somando o que foi pago e o que ainda está disponível, o total chega a R$ 22,9 bilhões.

O que é o Sistema Valores a Receber (SVR)?

De acordo com o Banco Central, o SVR permite:

  • Consultar valores em nome próprio ou de empresas;
  • Solicitar devolução manual ou automática;
  • Acessar valores de pessoas falecidas, desde que o solicitante seja herdeiro, inventariante ou representante legal;
  • Consultar valores de empresas encerradas, quando houver vínculo legal.

A consulta é gratuita e feita exclusivamente pelos canais oficiais do BC.

Pedido automático e segurança

O Banco Central também permite habilitar a solicitação automática, que dispensa consultas frequentes. O acesso ao sistema exige autenticação em duas etapas e validação pelo aplicativo gov.br.

Atenção! O BC reforça que não envia links, mensagens ou pedidos de dados por e-mail, SMS ou redes sociais.

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