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Economia

Investidores do Banco Master começam a ser ressarcidos nesta segunda

Primeira rodada contempla quem concluiu cadastro digital exigido pelo fundo garantidor

Investidores do Banco Master começam a ser ressarcidos nesta segunda

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deu início, nesta segunda-feira (19), aos depósitos destinados a clientes do Banco Master, instituição financeira que teve suas atividades encerradas pelo Banco Central em novembro de 2025.

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O fundo funciona como um mecanismo de proteção ao investidor, assegurando a devolução de recursos aplicados em determinados produtos bancários quando ocorre a liquidação de um banco. As informações são do UOL.

Quantos investidores recebem agora?

Nesta etapa inicial, cerca de 150 mil investidores estão aptos a receber os valores, número que corresponde aos pedidos já finalizados no sistema do fundo.

O contingente representa menos de 20% do total de aproximadamente 800 mil pessoas e empresas que possuem direito ao ressarcimento, segundo dados do próprio FGC.

O montante total reservado para os pagamentos chega a R$ 40,6 bilhões. Cada CPF ou CNPJ pode receber até R$ 250 mil, teto previsto na legislação.

Dentro desse limite, o investidor recupera tanto o valor aplicado quanto os rendimentos acumulados até 18 de novembro de 2025, data em que a liquidação foi decretada.

Valores acima do limite

Aplicações que ultrapassam o teto garantido não entram no pagamento imediato. A diferença permanece registrada no processo de liquidação do banco e poderá ser quitada futuramente, conforme a recuperação de recursos e a ordem de prioridade entre credores.

Desde o bloqueio dos recursos, os investidores ficaram sem rendimento por aproximadamente dois meses.

Quem mantinha aplicações atreladas ao CDI acumulou perdas superiores a 2% no período, já que não houve atualização após a data da liquidação. Desde a criação do fundo, em 1995, este é o 40º processo de ressarcimento.

Essa operação envolvendo o Banco Master supera todos os episódios anteriores conduzidos pelo FGC. O valor ultrapassa, inclusive, a devolução realizada após a quebra do Bamerindus, em 1997, quando cerca de R$ 20 bilhões foram pagos aos clientes.

Cadastro é obrigatório

Como apurado pelo O Brasilianista o recebimento não ocorre de forma automática. Cada investidor precisa solicitar o ressarcimento por meio do aplicativo oficial do FGC.

Os clientes passam por etapas de identificação, envio de documentos, biometria facial e indicação de conta bancária de mesma titularidade. Somente após a finalização do processo o valor fica disponível para liberação.

O fundo não estabelece prioridade com base no tamanho do investimento. Quem conclui o cadastro primeiro tende a receber antes.

O cronograma se estendeu devido ao volume elevado de pedidos e a disputas judiciais envolvendo a instituição liquidada, o que tornou esse processo o mais demorado desde 2013.

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