O Palácio do Planalto decidiu imprimir ritmo à agenda trabalhista em 2026 e colocou dois temas sensíveis no centro das articulações políticas: o fim da escala 6 x 1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo. Ambos são tratados como prioridades pelo governo do presidente Lula e já têm calendário político em construção no Congresso.
À frente dessa articulação, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou que a expectativa do governo é votar o fim da escala 6 x 1 ainda no primeiro semestre deste ano. A proposta, que altera a lógica de seis dias de trabalho, vem sendo discutida com diferentes setores do Parlamento e, segundo o ministro, há um “avanço concreto” para que a matéria seja apreciada ainda neste semestre.
Trabalho por aplicativo
No caso do trabalho por aplicativo, o governo também tenta destravar resistências. Boulos afirmou em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” que uma nova rodada de negociações está marcada para a primeira semana de fevereiro, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). O objetivo é garantir avanço no texto e criar as condições políticas para votação.
A regulamentação dos aplicativos é vista como peça-chave da agenda social do governo. Boulos voltou a criticar o modelo atual das plataformas, mencionando o que classificou como “taxa de extorsão” cobrada de entregadores e motoristas, e indicou que o Executivo pretende enfrentar esse ponto no debate legislativo.

