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Economia

Cliente do Will Bank? Veja como acessar seus recursos após a liquidação

Usuários veem saldos no aplicativo, mas ficam impedidos de usar recursos enquanto processo conduzido pelo BC avança

Cliente do Will Bank? Veja como acessar seus recursos após a liquidação

Clientes do Will Bank passaram a enfrentar bloqueios para movimentar dinheiro após a decretação de liquidação extrajudicial.

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O aplicativo segue acessível para consulta de saldo, limite e faturas, porém não conclui transferências, pagamentos ou operações via Pix.

O sistema permanece ativo, mas “congelado”. Os valores aparecem na tela e não podem ser utilizados até que o liquidante autorize a liberação durante o processo formal.

Outro problema relatado envolve a cobrança de faturas do cartão de crédito. Mesmo sem conseguir usar o saldo disponível, clientes continuam recebendo cobranças referentes a gastos já lançados. As informações são do portal G1.

Instabilidade e falhas recorrentes

Usuários começaram a relatar falhas no funcionamento do aplicativo ainda antes do anúncio oficial da liquidação.

Plataformas de monitoramento registraram picos de reclamações envolvendo recusa de compras no cartão, falhas no internet banking e impossibilidade de transferências.

Os relatos indicam que, mesmo com limite exibido como disponível, nenhuma transação é efetivada. As dificuldades se intensificaram após a interrupção das atividades da instituição financeira.

Decisão do regulador e efeitos imediatos

Como divulgado pelo O Brasilianista, a liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central do Brasil (BC), nesta quarta-feira (21), medida que retira a instituição do Sistema Financeiro Nacional e interrompe seus serviços.

O Will Bank é controlado pela Will Financeira, ligada ao conglomerado do Banco Master. Com a decisão, todas as operações ficam sob responsabilidade de um liquidante nomeado pelo regulador.

Acesso ao dinheiro e proteção legal

De acordo com o portal G1, os valores mantidos em conta ou em produtos cobertos passam a integrar o processo de liquidação.

Clientes contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando os produtos elegíveis.

O pagamento não ocorre de forma imediata. A liberação depende da apuração de saldos e dos trâmites legais conduzidos pelo liquidante. O regulador não divulgou prazo para o início dos ressarcimentos.

A liquidação não extingue obrigações dos clientes. Valores já lançados em faturas de cartão de crédito continuam devidos e podem gerar juros ou restrições cadastrais em caso de inadimplência.

Contratos de empréstimos e financiamentos permanecem ativos. No caso do crédito consignado, os descontos em folha seguem sendo repassados conforme previsto.

Orientações práticas aos clientes

Especialistas recomendam que os clientes guardem extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações existentes na data da liquidação. Esses documentos servem como prova de crédito no processo.

Também é indicado acompanhar apenas comunicações oficiais do Banco Central, do liquidante e do Fundo Garantidor de Créditos, evitando tentativas de movimentação após o decreto.

O que muda após a liquidação?

Como apurado pelo O Brasilianista, a liquidação extrajudicial congela todos os bens da instituição e torna temporariamente indisponíveis os recursos dos clientes, incluindo contas correntes e investimentos protegidos pelo FGC.

Os rendimentos deixam de ser contabilizados a partir da data da decretação. Caso o saldo ultrapasse o teto garantido, a diferença passa a constar como crédito remanescente, que depende da venda de ativos do banco para eventual pagamento.

Para receber os valores garantidos, o cliente precisa se manifestar quando o sistema do fundo for liberado. Pessoas físicas realizam o pedido pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site oficial.

O fundo alerta que não autoriza intermediários nem cobrança de taxas!

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