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Economia

Banco Central nega ter sugerido compra de carteiras do Banco Master ao BRB

Autoridades reforçam que supervisão do BC detectou irregularidades e agiu para proteger liquidez e credores

Banco Central nega ter sugerido compra de carteiras do Banco Master ao BRB

O Banco Central afirmou que Ailton de Aquino, diretor responsável pela fiscalização, nunca recomendou ao ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, a aquisição de carteiras do Banco Master. A informação surge após reportagem de O Globo noticiar que Aquino teria incentivado a compra para ajudar a instituição de Daniel Vorcaro.

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Segundo nota divulgada pelo BC, a área supervisionada por Aquino identificou falhas nas operações envolvendo o Master e conduziu investigações detalhadas, concluindo que os ativos dessas carteiras eram improcedentes. A autarquia reforça que seu papel inclui comunicar ilícitos ao Ministério Público Federal, com documentação e análises técnicas.

Conforme informações do MoneyTimes, o Banco Central ressalta ainda que aplicou medidas preventivas ao BRB para evitar impactos negativos na liquidez do banco e que a iniciativa de propor a liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master partiu do próprio diretor. Segundo o BC, a atuação busca garantir estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e proteger depositantes, investidores e credores.

Supervisão e responsabilidade das instituições

A área de supervisão do BC monitora continuamente riscos e condições de liquidez de todas as instituições financeiras. “Compete a cada instituição financeira, conforme a legislação em vigor, a exclusiva e integral responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire em mercado, devendo manter os procedimentos e controles internos necessários para o adequado gerenciamento dos riscos de seus negócios”, informou o Banco Central.

O órgão explica que sua atuação visa prevenir operações que possam comprometer a saúde financeira dos bancos e proteger o mercado como um todo, garantindo que problemas sejam identificados antes que gerem impactos mais graves.

O caso Banco Master

Em novembro de 2025, a primeira fase da operação Compliance Zero investigou um esquema de fraudes no Banco Master, resultando na prisão temporária de Daniel Vorcaro. O BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição após constatar que ela não tinha condições de honrar seus compromissos.

Neste mês, a Polícia Federal deu sequência à operação com 42 mandados de busca e apreensão, bloqueando bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões. Investigações indicam que o esquema poderia gerar prejuízos acima de R$ 10 bilhões, elevando o escrutínio sobre a governança do banco. Em março de 2025, o BRB chegou a propor a compra do Master, mas a negociação foi vetada pelo Banco Central antes da liquidação.

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