A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (23) contra Deivis Marcon Antunes, presidente do Rioprevidência, resultará em problemas políticos que ultrapassarão as divisas do Rio de Janeiro. Apesar de o atual chefe do fundo previdenciário dos servidores estaduais do RJ ter sido nomeado por Cláudio Castro, sua indicação para o cargo teria partido do pernambucano Antônio de Rueda, presidente do União Brasil.
Fontes com muito trânsito na política do Rio de Janeiro afirmaram a O Brasilianista que Castro apenas cumpriu a ordem de Rueda ao nomear Antunes. O governador do RJ é filiado ao PL e tem apoio do União Brasil no estado, e a indicação do presidente do Rioprevidência foi resultado de uma concertação de interesses de integrantes dos partidos.
A indicação Antunes para a presidência do Rioprevidência foi feita apesar de seu currículo. Ao longo de sua carreira, Deivis Marcon Antunes foi demitido da Previ, fundo previdenciário dos funcionários do Banco do Brasil, e responde a processo administrativo por sua atuação no Refer, fundo de previdência dos servidores da Rede Ferroviária Federal.
Além da presidência do Rioprevidência, Antunes integra o conselho deliberativo do OABPrev, fundo previdenciário ligado à seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro. Deivis Marcon Antunes deixou o Brasil rumo aos EUA na semana passada. Segundo o Estadão, ele sabia que seria alvo da PF, mas sua defesa afirma que ele apenas foi passar férias no exterior.
O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todas os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.
Texto corrigido às 12h42 de 24 de janeiro de 2026: Ao contrário do que foi informado, Cláudio Castro é filiado ao PL, não ao União Brasil.

