O presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, teria passado mal durante o Carnaval de Salvador no último domingo (15), segundo o Metrópoles. No entanto, a assessoria da sigla negou que o problema teria ocorrido.
Após o suposto mal-estar, relatos indicavam que o dirigente teria abandonado o camarote da Prefeitura de Salvador, gerido por Bruno Reis.
O camorote em questão é um espaço institucional e político, localizado no circuito mais tradicional de Salvador, o Circuito Osmar/Campo Grande. O local é voltado para autoridades, empresários, convidados e imprensa.
Além disso, havia sido informado que Rueda foi encaminhado a uma ambulância de prontidão no exterior do evento, embora testemunhas afirmassem que seu estado de saúde não era preocupante.
Assessoria nega episódio
Ao Bnews, a assessoria do União Brasil negou veementemente o episódio. Em nota ao portal, a legenda classificou como “notícia falsa” o relato de que o presidente teria passado mal ou utilizado o serviço de ambulância.
O comunicado reforça que Rueda mantém contato com parlamentares da sigla para confirmar que está bem e que as informações publicadas seriam infundadas.
Agenda política
Rueda cumpre agenda na capital baiana desde sábado (14) e participa de eventos no Camarote Salvador, no Circuito Dodô. O dirigente integra o grupo de autoridades presentes na cidade, que também conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O chefe do Executivo federal acompanhou a programação no sábado, no camarote do governo estadual.
Rueda como articulador de indicação alvo da PF no Rioprevidência
Segundo O Brasilianista, em janeiro houve a operação da Polícia Federal deflagrada no dia 23 contra o diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. O caso colocou sob investigação a influência política de Antônio de Rueda, presidente nacional do União Brasil.
A nomeação para a autarquia fluminense foi oficializada pelo governador Cláudio Castro (PL) e fontes do setor político confirmam que Antunes ocupou o cargo por indicação direta de Rueda, como parte de um acordo de sustentação partidária no Rio de Janeiro.
A escolha feita por Rueda para o comando do fundo previdenciário estadual ocorreu mesmo com um histórico profissional controverso do indicado. Deivis Marcon Antunes acumula uma demissão da Previ e responde a processo administrativo por sua gestão no Refer (fundo da Rede Ferroviária Federal).
A manutenção de Antunes no posto é lida como um gesto de Castro para garantir o apoio do União Brasil, legenda presidida por Rueda, à sua base governista.
Com a deflagração da investigação sobre suspeitas de gestão fraudulenta, a responsabilidade política de Antônio de Rueda na curadoria de cargos estratégicos passa a ser questionada.
O impacto da operação ultrapassa as divisas fluminenses, uma vez que Rueda é peça-chave na articulação nacional do partido.
Enquanto o indicado viajou aos Estados Unidos alegando férias, o cenário em Brasília e no Rio de Janeiro se volta para a forma como a cúpula do União Brasil lidará com os desdobramentos éticos da nomeação.

