O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), instituição que assegura depósitos e investimentos de clientes de bancos em caso de falência ou liquidação, divulgou um alerta sobre golpes.
As fraudes são direcionadas a pessoas que aguardam o pagamento de garantias após a intervenção do Banco Central em instituições financeiras.
Criminosos têm utilizado o nome do próprio fundo, de bancos e de órgãos oficiais para aplicar fraudes por meio de e-mails, mensagens, aplicativos falsos e páginas na internet que simulam canais institucionais.
As abordagens incluem pedidos de informações pessoais e cobranças indevidas de taxas sob a promessa de liberar valores.
O FGC orienta que clientes não compartilhem dados fora dos canais oficiais, não efetuem pagamentos para receber valores garantidos e evitem acessar links desconhecidos.
Em caso de dúvida, a recomendação é buscar exclusivamente os meios de comunicação oficiais do fundo ou das instituições envolvidas. As informações são do portal CNN Brasil.
O aviso foi divulgado em conjunto com entidades do setor financeiro, como a Federação Brasileira de Bancos (Febrabran), a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Acrefi e a Zetta, que reúne empresas de tecnologia financeira.
Seis instituições tiveram atividades encerradas
Como divulgado pelo O Brasilianista, a liquidação extrajudicial do Will Bank, determinada pelo Banco Central na última semana, marcou o sexto encerramento de operações de instituições ligadas ao caso do Banco Master em menos de dois meses.
Antes disso, em novembro de 2025, o próprio Master e outras três empresas do grupo tiveram as atividades interrompidas. Em janeiro, também foram atingidas a administradora de fundos da Reag e a Will Financeira.
A investigação que envolve o Master trata de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões, relacionada à comercialização de títulos financeiros e cartas de crédito sem lastro, além de pedidos de aumento de capital considerados inconsistentes.
A Will Financeira já estava sob um regime especial de acompanhamento do Banco Central, chamado RAET (Regime Especial de Administração Temporária), enquanto a autoridade monetária avaliava alternativas para a instituição.
A liquidação ocorreu após descumprimento de compromissos com a bandeira Mastercard, que bloqueou sua atuação no sistema de pagamentos.
Um dos controladores da Will Financeira é o empresário Daniel Vorcaro, também ligado ao Master e investigado no mesmo caso.
O que significa uma liquidação extrajudicial?
A liquidação extrajudicial é um instrumento utilizado pelo Banco Central quando uma instituição financeira comete infrações graves às normas do Sistema Financeiro Nacional ou demonstra incapacidade de honrar seus compromissos.
Nessa situação, a empresa deixa de operar, perde a autorização para atuar no sistema financeiro e tem todas as suas obrigações consideradas vencidas. A medida também impede a retomada das atividades.
Antes de decretar a liquidação, o órgão regulador pode exigir mudanças na gestão e medidas de recuperação. Quando isso não ocorre, a interrupção definitiva é formalizada.
Como identificar se um banco é seguro antes de investir?
Como apurado pelo O Brasilianista, diante do impacto das liquidações, muitos clientes passaram a questionar como avaliar a segurança de uma instituição antes de investir. Especialistas indicam alguns critérios utilizados no mercado financeiro.
Um deles é o Índice de Basileia, que mede a relação entre o capital próprio do banco e o volume de recursos em circulação. O Banco Central exige um mínimo de 10,5%, mas patamares acima de 15% são considerados mais seguros.
Outro ponto é a análise de risco feita por agências de classificação, como S&P, Moody’s e Fitch. Notas elevadas indicam menor probabilidade de inadimplência.
Também é relevante observar a frequência de lucros nos balanços trimestrais, avaliar se os rendimentos oferecidos estão muito acima da média do mercado e compreender o próprio perfil de investidor antes de aplicar recursos.

