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Economia

Gasolina tem novo valor a partir desta terça-feira (27)

Redução ocorre na venda às distribuidoras e depende das etapas seguintes da cadeia para chegar ao bolso do motorista

Gasolina tem novo valor a partir desta terça-feira (27)

A Petrobras reduziu em 5,2% o valor da gasolina vendida às distribuidoras a partir desta terça-feira (27). O litro passou de R$ 2,71 para R$ 2,57, uma diferença de R$ 0,14.

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Esse é o primeiro ajuste feito pela estatal desde outubro do ano passado. A empresa informou que, desde dezembro de 2022, o preço do combustível fornecido às distribuidoras caiu R$ 0,50 por litro.

Ao considerar a inflação do período, a retração acumulada chega a 26,9%. As informações são do portal Uol.

Relação com o petróleo no mercado externo

A alteração ocorre em meio às oscilações do petróleo no cenário internacional. Ao longo de 2025, o barril acumulou queda próxima de 20%.

Já em janeiro, o Brent que é referência mundial, avançou de US$ 60,85 para US$ 64,24, recuperando parte do valor perdido anteriormente.

Levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), com dados do dia 23 de janeiro, indicava que a gasolina comercializada no Brasil estava R$ 0,20 acima do preço de paridade de importação, indicador que compara o custo interno com o valor de trazer o produto do exterior.

Repasse ao consumidor depende dos postos

A diminuição anunciada ocorre apenas na etapa inicial da cadeia de comercialização. Depois das refinarias, o combustível passa pelas distribuidoras e, em seguida, pelos postos de combustíveis, que definem suas margens.

Por esse motivo, não há garantia de que o valor final pago pelo motorista cairá na mesma proporção ou imediatamente.

O diesel não sofreu alteração no preço para as distribuidoras. Segundo a estatal, a queda acumulada desse combustível desde dezembro de 2022, considerando a inflação, chega a 36,3%.

Paralisação recente no setor foi encerrada

Como divulgado pelo O Brasilianista, no começo do mês, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), instância máxima da Justiça do Trabalho no país, cancelou audiências de conciliação após Petrobras, Transpetro e sindicatos de petroleiros firmarem um acordo.

As reuniões haviam sido agendadas para tentar encerrar a paralisação iniciada em 15 de dezembro. A mobilização perdeu força após a maioria das entidades sindicais ligadas à Federação Única dos Petroleiros aceitar os termos negociados.

Antes do entendimento, o tribunal determinou que as entidades mantivessem um número mínimo de trabalhadores em atividade para garantir a continuidade dos serviços ligados à produção e ao transporte de combustíveis.

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