O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca, nesta terça-feira (27), para o Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe e assina um acordo bilateral voltado à proteção e à facilitação de investimentos entre os dois países.
A agenda marca a primeira visita de Lula ao país centro-americano neste mandato e inclui, além do evento econômico, reuniões oficiais e compromissos estratégicos ligados à ampliação das relações comerciais e logísticas.
O acordo estabelece regras para garantir segurança jurídica a investidores panamenhos no Brasil e brasileiros no Panamá, com foco em estimular projetos produtivos e ampliar a circulação de capital.
Brasil é convidado de honra no fórum econômico
O fórum ocorre na próxima quarta-feira (28) e terá o Brasil como convidado de honra. Lula será o segundo chefe de Estado a discursar, logo após o presidente panamenho, José Raúl Mulino.
Também estão confirmadas as participações de líderes da Bolívia, Equador, Chile, Barbados e Jamaica, reforçando o caráter regional do encontro e a relevância política e econômica do evento para a América Latina e o Caribe.
A programação inclui ainda uma reunião bilateral entre Lula e Mulino e uma visita institucional ao Canal do Panamá, considerado estratégico para o comércio exterior brasileiro.
Comércio, investimentos e logística na pauta
A viagem integra a estratégia brasileira de ampliar mercados e fortalecer parcerias, especialmente em um cenário internacional mais tensionado. Segundo o G1, dados do governo apontam que o intercâmbio comercial entre Brasil e Panamá cresceu 78% no último ano, alcançando US$ 1,6 bilhão, impulsionado principalmente pelas exportações brasileiras de petróleo e derivados.
No campo dos investimentos, o Panamá concentra atualmente US$ 9,5 bilhões em capital brasileiro, figurando como o sétimo maior destino externo desses recursos. A diplomacia brasileira avalia ainda o papel do país como hub logístico, tanto pelo Canal do Panamá quanto pelo Aeroporto de Tocumen, que movimenta cerca de 20 milhões de passageiros por ano.
Outro ponto destacado é a associação do Panamá ao Mercosul, sendo o primeiro país da América Central a integrar o bloco nessa condição, o que abre espaço para novas negociações comerciais regionais.

