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Economia

Banco Central confirma indicativo de corte de juros

A decisão tomada com cautela ocorre em um contexto de desaceleração da atividade econômica

Banco Central confirma indicativo de corte de juros

Confirmando as expectativas do mercado, o Banco Central comunicou que o ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic) será iniciado na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece em março. Apesar disso, o órgão monetário prevê que os cortes sejam em níveis mais restritivos.

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“O Comitê julgou adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros em sua próxima reunião. Ao mesmo tempo, de maneira unânime, o Comitê reafirma a necessidade da manutenção do patamar de juros em níveis restritivos, até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas à meta”, conforme comunicado.

A redução dos juros com cautela surge em meio a um cenário de desaceleração da atividade econômica. Para isso, o grupo vê a necessidade de associar a redução com a manutenção da política contracionista, segundo informações da CNN.

“Mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista por um período bastante prolongado e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada”.

Avaliação sobre o último ano

Os resultados apontam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo terminou 2025 em 4,26%, patamar considerado dentro da meta estabelecida. Na avaliação do Comitê de Política Monetária, é necessária a implementação de maiores restrições monetárias a fim de lidar com um ambiente em que o mercado não acredita que a inflação ficará dentro da meta.

“A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, disse ata do Copom.

Na última reunião da autoridade monetária, a taxa Selic foi mantida em 15% ao ano, patamar considerado o maior nível desde 2006. A decisão seguiu as expectativas do mercado financeiro, que já esperavam a decisão do órgão em manter juros nesse nível. Com isso, o colegiado decidiu, pela quinta vez consecutiva, manter a taxa inalterada.

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