O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro e o fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, foram apontados como responsáveis pelos fundos que aportaram R$ 1 bilhão no Banco Regional de Brasília (BRB). A auditoria identificou que eles atuavam como “investidores finais”.
As apurações identificaram que aconteceram dois investimentos, o primeiro no valor de R$ 250 milhões e outro que chegou a R$ 750 milhões. A estratégia era promover a capitalização do BRB para aumentar a capacidade de fazer grandes negócios e assim permitir a compra do Banco Master, o qual seria negociada futuramente.
Segundo informações do O Globo, o nome do ex-sócio de Mansur, Maurício Quadrado, também aparece no esquema, que tinha como objetivo aumentar a capacidade do banco para realizar negócios com a instituição financeira que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
Resultados preliminares
A auditoria, conduzida pelo escritório Machado Meyer com apoio da Kroll, enviou os resultados na semana passada para análise da Polícia Federal (PF), do Banco Central (BC) e do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvidos nas investigações que apuram fraudes financeiras milionárias realizadas pelo Banco Master.
O Banco Regional de Brasília, gerido pelo governo do Distrito Federal, disse em comunicado que os desfechos do relatório são preliminares. “Com escopo delimitado a aspectos específicos da investigação independente, no qual foram identificados fatos que demandavam análise pelas autoridades competentes, com vistas à avaliação de eventual existência de atos ilícitos.”
Sobre os apontamentos, a defesa Maurício Quadrado negou que o intuito dos aportes fosse aumentar ou artificialmente elevar o capital do BRB. Já a assessoria de João Carlos Mansur disse que não iria se manifestar sobre o assunto e a de Daniel Vorcaro não respondeu sobre o envolvimento dele nessa estratégia.

