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Economia

Economia em resumo: gastos públicos, crise bancária e incertezas regulatórias

O Banco de Brasília (BRB) segue no centro das atenções

Economia em resumo: gastos públicos, crise bancária e incertezas regulatórias

O noticiário econômico foi marcado nesta semana por decisões que ampliam a pressão fiscal, investigações no sistema financeiro e entraves a investimentos estratégicos.

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A aprovação de projetos que reajustam salários do Legislativo e criam novos benefícios, como gratificações elevadas e licenças indenizáveis acima do teto constitucional, acendeu alertas sobre o impacto nas contas públicas e o enfraquecimento da reforma administrativa (Folha de S.Paulo). Economistas avaliam que os reajustes, com custo estimado em R$ 5,3 bilhões apenas no Executivo, pressionam gastos obrigatórios e tendem a ser vetados pelo presidente Lula (Valor Econômico).

No governo federal, divergências entre a Casa Civil e o Ministério de Portos e Aeroportos adiaram novamente o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos. A indefinição sobre a participação de armadores estrangeiros impede a publicação do edital e pode empurrar o certame para maio (Folha de S.Paulo).

O Banco de Brasília (BRB) segue no centro das atenções. O CNJ abriu investigação sobre a transferência de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do Maranhão para o banco (Folha de S.Paulo). Ao mesmo tempo, o governo do Distrito Federal avalia socorrer a instituição, em meio a dificuldades orçamentárias e investigações sobre perdas ligadas ao Banco Master (O Estado de S. Paulo).

A Polícia Federal apura uma rede de fundos usada pelo Banco Master para a compra de ações do BRB e aquisição de carteiras de crédito consignado fraudulentas (Folha de S.Paulo). Outro inquérito envolve o uso de imóveis do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho como lastro em operação de R$ 330 milhões, com recursos direcionados a fundos ligados ao próprio banco (O Globo).

Em meio ao aperto econômico, o número de recuperações judiciais bateu recorde em 2025, puxado pelo agronegócio, com R$ 40 bilhões em dívidas apenas no último trimestre (Valor Econômico). O TCU também determinou que o governo apresente plano para garantir autonomia financeira das agências reguladoras (Valor Econômico).

No cenário externo, os Estados Unidos convidaram o Brasil a integrar uma coalizão para fornecimento e refino de minerais críticos (O Globo). Já no setor de energia, a ANP autorizou a Petrobras a retomar a perfuração na Foz do Amazonas, com novas condicionantes ambientais (O Globo).