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Economia

Correios recorrem ao próprio patrimônio para reorganizar as contas

Os imóveis disponíveis estão localizados em 13 estados

Correios recorrem ao próprio patrimônio para reorganizar as contas

Após um período de dificuldades financeiras e ajustes internos, os Correios avançam na implementação do seu Plano de Reestruturação com o início da venda de imóveis próprios considerados ociosos. A medida marca uma nova etapa no processo de reorganização da estatal e busca adequar sua estrutura patrimonial às atuais necessidades operacionais.

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Os primeiros leilões estão agendados para os dias 12 e 26 de fevereiro e serão realizados de forma totalmente digital, com participação aberta a pessoas físicas e jurídicas. Nesta fase inicial, 21 imóveis serão ofertados. Outros ativos já identificados seguem em fase de avaliação e preparação para futuras alienações.

Os imóveis

A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à recomposição da capacidade financeira da empresa. A expectativa dos Correios é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro, valor que deverá ser direcionado ao fortalecimento das operações, à modernização da infraestrutura logística e à sustentabilidade de longo prazo da estatal. Segundo a empresa, as alienações não impactam a prestação dos serviços postais à população.

Os imóveis disponíveis estão localizados em 13 estados, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. O portfólio é diversificado e inclui prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. Os valores iniciais variam entre R$ 19 mil e R$ 11 milhões, o que amplia o acesso a investidores de diferentes perfis.

O motivo

De acordo com a direção da empresa, a alienação de ativos ociosos busca reduzir custos de manutenção e transformar patrimônio sem uso estratégico em recursos para investimento. O Plano de Reestruturação prevê ações de curto, médio e longo prazos, com foco no equilíbrio econômico-financeiro, no aumento da eficiência operacional e na adequação da empresa às demandas do setor logístico e postal.

Com a venda dos imóveis, os Correios avançam em mais uma etapa do processo de reorganização administrativa e financeira, mantendo a prestação dos serviços enquanto ajustam sua estrutura para os próximos anos.