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Economia

BRB apresenta plano ao Banco Central após prazo final para recompor R$ 5 bilhões

Documento entregue à autoridade monetária detalha captação de recursos, venda de carteiras e alternativas para atender exigências prudenciais

BRB apresenta plano ao Banco Central após prazo final para recompor R$ 5 bilhões

O Banco de Brasília (BRB) protocolou junto ao Banco Central (BC) um plano de recomposição patrimonial após o fim do prazo estabelecido pela autoridade monetária.

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A instituição precisava indicar, até esta sexta-feira (06), como elevar a qualidade de seus ativos e recuperar pelo menos R$5 bilhões, com execução prevista em até seis meses. As informações são da CNN Brasil.

O documento foi levado pessoalmente pelo presidente da instituição, Nelson de Souza, à sede do regulador.

A iniciativa buscou demonstrar capacidade de liquidez e resposta rápida às exigências prudenciais impostas ao banco público do Distrito Federal.

Empréstimos e alienação de ativos no pacote

A estratégia apresentada inclui a contratação de crédito junto a outras instituições financeiras, entre elas bancos privados e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O plano também prevê a alienação de ativos, com foco especial em carteiras imobiliárias.

Desde o início da crise, o banco já teria negociado cerca de R$ 5 bilhões em ativos próprios. Paralelamente, a direção tenta se desfazer de fundos de investimento adquiridos do Banco Master. Nos últimos dias, o presidente esteve em São Paulo em busca de compradores para esses papéis.

Relatório preliminar e envio à Polícia Federal

Ainda no começo da semana, a instituição encaminhou ao Banco Central um relatório inicial produzido por auditoria externa independente. O material trouxe indícios considerados relevantes e foi compartilhado também com a Polícia Federal.

A partir dessas informações, foi aberto um inquérito para apurar possível gestão fraudulenta relacionada à compra e venda de ativos do Banco Master. As suspeitas envolvem a aquisição de carteiras de crédito que, na prática, não existiriam.

As estimativas indicam que o problema pode alcançar R$ 12 bilhões em créditos irregulares. Desse total, aproximadamente R$10 bilhões já teriam sido substituídos ou liquidados pelo banco do DF.

Exigência do regulador e participação do controlador

Como divulgado pelo O Brasilianista, a necessidade de apresentar o plano surgiu após a identificação de fragilidades no balanço ligadas às operações realizadas no fim de 2024 com o Banco Master.

O Banco Central passou a exigir medidas concretas para reduzir o risco associado aos ativos e fortalecer a estrutura financeira da instituição.

Dependendo das alternativas adotadas, pode ser necessário o aval da Câmara Legislativa do Distrito Federal, já que o Governo do Distrito Federal é o acionista controlador do banco.

Origem do problema nas carteiras de crédito

As dificuldades atuais têm relação direta com a compra de carteiras que pertenciam ao Banco Master. Meses depois, veio à tona que parte desses créditos havia sido adquirida por valores muito inferiores e, em alguns casos, sequer quitados antes da revenda.

Essa cadeia de transações deixou o banco exposto a ativos de alto risco. Apesar do cenário, técnicos ouvidos pela reportagem da CNN indicam que não há perspectiva de insolvência, sobretudo pela capacidade financeira do controlador local de oferecer suporte.

Alternativas estudadas para reforço patrimonial

Em comunicado anterior, a instituição listou possibilidades para ampliar o patrimônio. Entre elas, a criação de um fundo imobiliário com bens públicos do DF, a obtenção de recursos junto ao FGC e eventual aporte direto do controlador.

O governador Ibaneis Rocha já sinalizou disposição para utilizar imóveis públicos na operação, caso essa alternativa seja escolhida. Essa medida dependeria de tramitação legislativa local.

Investigação interna e cooperação com autoridades

O banco também contratou uma apuração privada para revisar as operações envolvendo as carteiras do Banco Master. O relatório preliminar foi entregue às autoridades antes mesmo da formalização do inquérito policial.

Esse tipo de investigação é conduzido por escritórios independentes e serve para organizar documentos, verificar falhas de governança e indicar correções internas. O conteúdo não substitui a atuação policial, mas oferece base técnica para os investigadores.

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